ESPORTE Vela

Robert Scheidt completa 48 anos e disputa última competição antes de Tóquio

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Robert Scheidt completa 48 anos nesta quinta-feira (15) e a festa vai ser na água. O bicampeão olímpico embarca para Vilamoura, em Portugal, nesta quarta-feira (14), onde vai disputar a última competição oficial antes da Olimpíada de Tóquio. O 2021 ILCA Vilamoura European Continental Qualification começa neste sábado (17), com a cerimônia de abertura, e vai até o dia 24, reunido os principais velejadores do continente, em busca das duas últimas vagas para competir no Japão, em julho. Coincidência ou não, o velejador brasileiro parte para o campeonato no dia em que o calendário marca que faltam 100 dias para os Jogos em que se tornará recordista em participações, a sétima, e vai em busca da sexta medalha.

A primeira regata do campeonato está programada para segunda-feira (19), mas Scheidt pretende iniciar os treinos já no dia do aniversário. “Eu adoraria comemorar a data com meus dois filhos e minha mulher, mas este é um evento importante dentro da programação para Tóquio. Por outro lado, tenho meus amigos da vela com quem posso festejar meus 48 anos. O mais importante é treinar e me concentrar para velejar bem e evoluir um pouco mais. Sinto que estou bem preparado após os períodos de treinos em Lanzarote, na Espanha, durante o inverno aqui na Europa”, explica o maior medalhista olímpico do Brasil, com cinco pódios, patrocinado pelo Banco do Brasil e Rolex e que conta com o apoio do COB e CBVela.

Scheidt está animado com a competição, principalmente pela oportunidade de velejar contra adversários qualificados. “Serão 120 barcos e um nível altíssimo, como se fosse um Campeonato Europeu. Dos atletas do Laser que estarão nos Jogos de Tóquio, apenas os neozelandeses e os australianos não estarão em Vilamoura. Serão seis dias bem duros em termos físicos e por isso escolhi embarcar em cima da hora para chegar mais descansado. Não existe uma grande responsabilidade de resultados da minha parte, pois já estou classificado, mas quero aproveitar para velejar o melhor possível e tentar elevar mais o meu nível”, conta Scheidt.

Em sua última competição, no mês de março, Scheidt conquistou o título da ILCA Coach Regatta Lanzarote, na Marina Rubicón, em Playa Blanca, no litoral do arquipélago das Ilhas Canárias, na Espanha. A vitória no campeonato promovido pelos treinadores veio após completar seis das oito regatas entre os top cinco. O título não foi seu primeiro pódio em 2021 nas Ilhas Canárias. Na primeira competição do ano olímpico, conquistou o vice-campeonato no Lanzarote Winter Series, em fevereiro.

As recordações recentes de Vilamoura também são agradáveis para Robert. Em dezembro do ano passado, ele conquistou o terceiro lugar na classe Laser do 3rd Portugal Grand Prix – round 1. “Espero voltar a velejar bem em Portugal. Vou tentar ser melhor que no campeonato disputado no final de 2020, aproveitando ao máximo a oportunidade de competir com os melhores da Europa. Além disso, este será o último campeonato antes de Olimpíada. Em maio ou junho poderemos ter, no máximo, eventos extraoficiais, como coach regatas.”

Recorde olímpico – Com vaga garantida na classe Laser para os Jogos do Japão, Robert Scheidt está prestes a disputar o maior evento esportivo do planeta pela sétima vez, um recorde entre os atletas brasileiros.  
  
Scheidt retornou à classe Laser em 2019, após quase três anos ausente, desde os Jogos do Rio/2016, onde terminou na quarta colocação, mesmo vencendo a medal race. Nesse período de readaptação às novas técnicas e nova mastreação, cumpriu seu objetivo principal, que foi o índice para Tóquio, com o 12° lugar no Campeonato Mundial da Classe Laser 2019, em Sakaiminato, no Japão. Ele confirmou a vaga no Mundial da Austrália, em fevereiro de 2020, quando chegou à flotilha ouro e foi o melhor brasileiro na disputa.   
   
Maior atleta olímpico brasileiro – Em março de 2020, foi eleito o maior atleta olímpico do Brasil, em votação coordenada pela Rede Globo com os maiores medalhistas olímpicos do País. Na comemoração dos 100 anos de história do Brasil nos Jogos Olímpicos, no início de agosto deste ano, ficou em segundo lugar em votação de 100 jornalistas, atrás apenas de Adhemar Ferreira da Silva e à frente de Joaquim Cruz, seus ídolos que muito o inspiram.   
   
Cinco medalhas:   
Ouro : Atlanta/96 e Atenas/2004 (ambas na Classe Laser)   
Prata : Sidney/2000 (Laser) e Pequim/2008 (Star)   
Bronze : Londres/2012 (Star)    
   
181 títulos – 89 internacionais e 92 nacionais   

Sobre o autor

Fabrizio

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