ESPORTE Vela

Regata de percurso encerrou o International Ubatuba Sailing Festival 2026

Quatro dias de regatas e muita confraternização podem ser definições bastante simples para o que foi o International Ubatuba Sailing Festival 2026, que o Ubatuba Iate Clube promoveu entre os dias 18 e 21 de abril.

53 equipes inscritas, 250 velejadores de Ubatuba, Santos, Guarujá, Ilhabela, Paraty, Angra dos Reis e do Rio de Janeiro, teve participação da Classe Mini que realizou a regata Ubatuba-Santos, a presença das equipes da Marinha, shows de Danny Ribeiro na noite International e George Moon na noite Orcca North Sails, a celebração dos 100 anos da International no Brasil…

Tantos são os aspectos a abordar, tantas histórias, vivências, travessias, experiências e sensações que só mesmo quem esteve nesse clima de imersão na vela de oceano pode descrever.

Os ventos fracos que deram o tom do campeonato nem chegaram a ser um fator de desestímulo, “eu sempre digo que a raia de Ubatuba é muito técnica, justamente por isso. Um regime de ventos, mar e corrente sempre desafiadores, que trazem um aprendizado a cada campeonato, gostamos muito de velejar aqui”, comenta o vencedor da classe ORC, Marcelo Bellotti, comandante do veleiro Phytoervas 4Z, que terminou o campeonato com 4 pontos acumulados em quatro regatas.

Em segundo, na ORC, com 9 pontos, o Aventureiro 2, de Mauro José Silva..

A terceira colocação da classe ORC ficou com o Nativo 3, de Eduardo Harabedian, também com 9 pontos.

Ao vencer as cinco regatas disputadas, o Avohai, de Luiz Henrique Macedo, conquistou a primeira colocação da classe BRA-RGS A, com 4 pontos acumulados.

Com 9 pontos, em segundo na classe, o Kameha Meha, de Gabriel Borgstrom e em terceiro, com 11, o Sossegado, de Marco Hidalgo.

O Tanuki, de Marcelo Alexandre da Silva, foi o vencedor da BRA-RGS B, com 7 pontos acumulados em 5 regatas. Com 11, em segundo ficou o Nativo 3, seguido do Deja Vu, de Nuno Nascimento Marques, também com 8 pontos: “Gostei muito do campeonato. Montamos uma tripulação de última hora, não muito treinada, viemos de Angra, não conheco bem a região, mas tivemos essa boa colocação. Sem falar da recepção no clube, tudo muito bom”, comenta o comandante Nuno Nascimento.

Na BRA-RGS C, o Lucnan, de Elezier Solidônio foi o vencedor, ao somar 4 pontos em quatro regatas: É um trabalho de anos, a gente tem hoje uma equipe entrosada, afinada, tanto que os demais velejadores andam estranhando, porque eu nem ando gritando muito no barco”, brinca o comandante Elezier.

Em segundo e terceiro na BRA-RGS C, as equipes Bruschetta, de José Luiz Ortega (7 pontos) e Jacaré, de Ricardo Delgado.

Na Multicasco, o campeonato terminou com a vitória do Guará III, de Valdeci Donizete Goncalves, com 3 pontos em quatro regatas. Com 5, em segundo lugar, o Argos, de Jaime Cupertino e com 8, o Savage, de Wellington Cavalcanti Dourado, foi o terceiro colocado.

Dentre os clássicos, vitória do velejador Átila Bohn, do Tango, que conduziu em solitário seu veleiro durante o campeonato, terminando a série de quatro regatas com 4 pontos. Na sequência, o Kakalé, de André Torrente, também com 4 pontos e o Gaudério 1, com 9.

Na RGS Cruiser A, vitória do Cambada, de Luis Fernando Giovaninni, que somou 3 pontos em quatro regatas: “Aqui é sempre uma festa. O Ubatuba Iate Clube sabe receber com hospitalidade e as regatas, embora com pouco vento foram muito boas. Acho que Ubatuba tem um papel importante no fomento da vela, que a meu ver, tem tudo para crescer aqui na nossa região”, comenta Giovanninni, que é também diretor de vela do Pindá Iate Clube, em Ilhabela.

Em segundo na Cruiser o João das Botas, da Marinha do Brasil, com 6 pontos acumulados. “Para nós o Ubatuba Sailing Festival é um campeonato permanente em nosso calendário. Aqui somos sempre muito bem recebidos e os aspirantes tem a oportunidade de vivenciar essa troca de experiências com os demais velejadores, fortalecendo a cultura náutica”, ressalta o comandante da equipe,  André Luiz Ladeira Silva.

Na teceira colocação da Cruiser A, com 8 pontos, o Santé,  de Breno Luz.

O Dick Vigarista, de José Ricardo Crocco, foi o vencedor da divisão B da Cruiser, com 4 pontos acumulados em 4 regatas. Em segundo e terceiro, o Bravo, de André dos Reis Zinsly e o Santosha, de Silvio Tadeu Pina, respectivamente com 4 e 5 pontos.

“Nosso barco fica aqui na Ribeira, mas nós moramos em Minas. A gente vem para cá a cada dois meses mais ou menos e cada vez mais queremos nos aperfeiçoar nas regatas aqui, que são um motivo a mais para virmos velejar”, comenta André.

Vale mencionar a vitória da dupla Sérgio Vinicius e Diego Rangel, da Classe Mini 6.5, que cruzaram a linha de chegada,no Guarujá, com 40 horas e 39 minutos de regata. 

“Eu acho que o sentimento é de contentamento de termos sediado mais uma edição do International Ubatuba Sailing Festival, nesse ano especial para o nosso patrocinador, com mais de 50 barcos na raia, o movimento dos alunos de nossa escola de vela, a participação dos veleiros Mini, enfim, temos um clube que se esforça para acolher todos bem e procuramos realizar um campeonato em que os velejadores se sintam bem-vindos.

O nível das equipes está cada vez mais alto, regatas disputadas, resultados sempre muito próximos. Acho que é o resultado um trabalho que acontece aqui no Ubatuba Iate Clube, mas também na comunidade náutica de Ubatuba”, resume Alex Calabria, diretor de vela do UIC.

Para Anibal dos Santos, comodoro do Ubatuba Iate Clube, “esta edição do Sailing Festival foi muito mais do que um evento esportivo, foi uma celebração do mar, da comunidade e da paixão pela vela. Reunimos famílias, atletas, entusiastas e parceiros e mais do que números o sucesso do evento se mede pelas conexões criadas, pelas histórias aqui vididas e pela inspiração que fica para o futuro.

O International Ubatuba Sailing Festival reafima o compromisso do Ubatuba Iate Clube como um importante polo de desenvolvimento da vela no Brasil”, finaliza Anibal.