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Vela para Todos, no DF, realiza evento com deficientes visuais

Divulgação

O projeto social Vela para Todos, situado em Brasília (DF), vai realizar,  no sábado, dia 27 de fevereiro, evento para deficientes visuais no Lago Paranoá.

O projeto, liderado pelo presidente da Federação Brasiliense de Vela Adaptada, Mauro Osorio, assessor de ministro do Tribunal Superior do Trabalho, atende cerca de 100 crianças não só com deficiência visual, mas também com deficiência intelectual e deficiência física. As aulas são quatro vezes por semana pela manhã e tarde com sede no Clube Nipo.

“Se for uma turma nova, fazemos uma apresentação para as crianças e os pais embarcando todos no mesmo barco para a experimentação. Se for o prosseguimento da turma do ano passado, daremos continuidade aos ensinamentos adaptados para pessoas sem visão. Tem sido um enorme aprendizado para eles e para nós também”, diz Mauro Osorio que conta com turma com 21 alunos de até 4 anos de idade. 


Na semana passada foi realizado um passeio de iniciação com 30 alunos também de 4 anos.


O projeto Vela para Todos não só ajuda e dá iniciação no esporte, mas leva a competitividade. Do time dos deficientes físicos, serão seis representantes no Campeonato Mundial na classe Hansa na cidade de Palermo, na Itália, em outubro deste ano caso a pandemia permita. 


O grupo dos deficientes intelectuais, cerca de 20, está focado na preparação para as Olimpíadas Especiais em Berlim, na Alemanha, em 2023.


Novas vertentes em abril e dezembro


O Vela para Todos terá uma nova vertente a partir de abril, o atendimento de policiais militares em tratamentos psicológicos: “Serão atendidos PMs em tratamento contra a depressão ou pré-suicídio. Terão aulas no sentido terapêutico. Atenderemos no início oito policiais em parceria com clínica psiquiátrica que fará o acompanhamento no barco.
As aulas serão ministradas pelo Professor Jorge Carvalho, que também atende os deficientes físicos.

Em dezembro de 2020, o projeto foi além com parceria com o Instituto do Carinho, quando atendeu crianças abandonadas com doenças rara: “Da mesma forma o atendimento busca o lado lúdico da atividade de vela como maneira de aliviar as dificuldades que as crianças vivem em seu dia a dia”.

Ainda está previsto o retorno do “Abrace e Veleje” , fruto de parceria com a instituição Abrace que atende crianças em tratamento contra o câncer, realizando quimioterapia.

Os barcos que atendem o projeto são a maioria do modelo Sonar, de 23 pés, usados nas Paralimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro. 

“Este barco tem um cockipt muito grande, corresponde ao de barcos de 50 pés. Conseguimos embarcar com folga e segurança até dez pessoas em cada velejada. Com esses barcos fazemos as aulas das crianças deficientes visuais e com os meninos com autismo e síndrome de down.”

Em 2012 e 2014 o projeto foi vencedor de duas edições do concurso de projetos sociais patrocinado pelo Governo Australiano, com a premiação o projeto optou  por receber barcos australianos universais da Classe Hansa 2.3 e 303 que são feitos para pessoas também com pouca mobilidade e deficiência. Ao todo são 14 dos dois modelos. Ainda possui quatro veleiros 2.4mR que se parecem com mini barcos de oceano e atendem aos velejadores deficientes físicos. Ainda possuem modelos que estavam em desuso e foram doares nos modelos Dingue, Optimist, Snipe e Marreco, todos esses barcos são utilizados pelos alunos quer por suas famílias para passearem.

Sobre o autor

Fabrizio

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