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Arquivo de Rio Grande - Rumo ao Mar https://rumoaomar.org.br/?taxonomy=lugar&term=rio-grande-rs Tudo sobre o mar Sun, 03 May 2026 12:30:54 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.7 𝗥𝗚𝗬𝗖 𝗰𝗼𝗻𝗳𝗶𝗿𝗺𝗮 𝗻𝗼𝘃𝗮𝘀 𝗱𝗮𝘁𝗮𝘀 𝗱𝗼 𝗖𝗶𝗿𝗰𝘂𝗶𝘁𝗼 𝗧𝗘𝗖𝗢𝗡 𝟮𝟬𝟮𝟲 𝗲 𝗽𝘂𝗯𝗹𝗶𝗰𝗮 𝗔𝘃𝗶𝘀𝗼 𝗱𝗲 𝗥𝗲𝗴𝗮𝘁𝗮 https://rumoaomar.org.br/esporte/rgyc-confirma-novas-datas-circuito-tecon/ Wed, 04 Feb 2026 12:00:00 +0000 https://rumoaomar.org.br/?p=988 O Rio Grande Yacht Club (RGYC) divulga a alteração nas datas do Circuito TECON de Vela Oceânica 2026 e publiciza oficialmente o Aviso de Regata (AR) da competição, documento que estabelece as novas datas, regras, critérios de elegibilidade e formato de disputa de um dos mais tradicionais eventos da vela oceânica no sul do Brasil. […]

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O Rio Grande Yacht Club (RGYC) divulga a alteração nas datas do Circuito TECON de Vela Oceânica 2026 e publiciza oficialmente o Aviso de Regata (AR) da competição, documento que estabelece as novas datas, regras, critérios de elegibilidade e formato de disputa de um dos mais tradicionais eventos da vela oceânica no sul do Brasil.

O Circuito será realizado de 27 de março a 4 de abril de 2026, reunindo as regatas Translagoa (Porto Alegre–Feitoria), Rio Grande–Pelotas, Pelotas–Rio Grande e Mar Aberto. A programação preliminar prevê a largada da Translagoa no dia 27 de março, seguida da regata Rio Grande–Pelotas no dia 28 e da Pelotas–Rio Grande no dia 29. A Regata Mar Aberto está marcada para 3 de abril, mesma data da cerimônia de premiação geral.

As inscrições devem ser realizadas até 26 de março de 2026, com taxa por tripulante, podendo ser efetuadas presencialmente na secretaria do clube ou por meio eletrônico, conforme orientações do AR.

Além da divulgação do Aviso de Regata, o RGYC reforça as homenagens que marcam o evento. O Troféu Pilecão, instituído em 2022, premia o veleiro Fita Azul da regata Pelotas–Rio Grande. A distinção homenageia o ex-Comodoro Paulo Sérgio Gonçalves, o “Pilecão”, um dos idealizadores da tradicional RG–PEL–RG e presença constante ao longo de suas 66 edições.

Já na Regata Mar Aberto, o destaque é o Troféu Gustavo Fernandes Filho, entregue ao Fita Azul da prova. A homenagem reverencia Gustavo José Fernandes Filho, um dos idealizadores da competição e ex-comodoro de vela do RGYC, reconhecido pelo incentivo permanente às regatas e à ampliação da participação de embarcações.

O Circuito Tecon 2026 é uma realização do Rio Grande Yacht Club, com o apoio de Portos RS e Wilson Sons

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Regata Rio de la Plata – Rio Grande volta após 50 anos https://rumoaomar.org.br/esporte/regata-rio-de-la-plata-rio-grande-volta-apos-50-anos/ Thu, 04 Sep 2025 12:00:00 +0000 https://rumoaomar.org.br/?p=1078 Representantes do Brasil, Uruguai e Argentina estão organizando o retorno da Regata Porto de Buceo – Rio Grande, um dos marcos da vela oceânica sul-americana, a ser relançada com o nome REGATA RIO DE LA PLATA – RIO GRANDE. A prova, já realizada três vezes, teve sua primeira edição em fevereiro de 1963. Na ocasião, […]

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Representantes do Brasil, Uruguai e Argentina estão organizando o retorno da Regata Porto de Buceo – Rio Grande, um dos marcos da vela oceânica sul-americana, a ser relançada com o nome REGATA RIO DE LA PLATA – RIO GRANDE.

A prova, já realizada três vezes, teve sua primeira edição em fevereiro de 1963. Na ocasião, velejadores da Argentina, Uruguai e Brasil protagonizaram uma travessia internacional de grande simbolismo e desafio, partindo de Puerto Buceo (Montevidéu, Uruguai) com destino ao porto de Rio Grande (RS, Brasil), finalizando no Veleiros do Sul, em Porto Alegre.

O sucesso da primeira edição levou à ampliação do percurso nas edições seguintes, incluindo trechos de Buenos Aires – Montevidéu – Rio Grande, conectando as principais capitais náuticas do Cone Sul.

As edições de 1975 e 1976, realizadas em fevereiro, mantiveram esse espírito de integração e competição, consolidando o evento como um símbolo da cooperação náutica trinacional e do potencial esportivo da vela oceânica na região do Prata e do Sul do Brasil.

Agora, com o reencontro entre representantes náuticos das três nações, ficou definido que a próxima edição será realizada em 4 de março de 2026, com largada no Yacht Club Uruguayo (Montevidéu) e chegada no Rio Grande Yacht Club (RGYC). Também foi acordado que uma nova edição será realizada em 2027, passando então a ter caráter bienal.

As comissões organizadoras serão formadas por representantes brasileiros e uruguaios, tendo o Rio Grande Yacht Club (RGYC) como ponto focal no Brasil e o Yacht Club Uruguayo (YCU) como referência no Uruguai e na Argentina.

Com a retomada da Regata Rio de la Plata – Rio Grande, espera-se não apenas reviver uma tradição náutica histórica, mas também promover intercâmbio esportivo, cultural e diplomático entre os países participantes, reafirmando o caráter internacional e integrador do Rio Grande Yacht Club.

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Equipes argentinas confirmam participação na Semana de Vela de Ilhabela https://rumoaomar.org.br/esporte/equipes-argentinas-confirmam-participacao-na-semana-de-vela-de-ilhabela/ Thu, 24 Jul 2025 12:00:00 +0000 https://rumoaomar.org.br/?p=752 Crédito: Matias Capizano A 52ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela Daycoval contará com a presença ampliada da flotilha argentina. Seis veleiros do país vizinho já estão a caminho do litoral norte de São Paulo (SP), e outros devem confirmar presença nos próximos dias, superando a participação internacional registrada em 2024. A competição será realizada […]

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Crédito: Matias Capizano

A 52ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela Daycoval contará com a presença ampliada da flotilha argentina. Seis veleiros do país vizinho já estão a caminho do litoral norte de São Paulo (SP), e outros devem confirmar presença nos próximos dias, superando a participação internacional registrada em 2024.

A competição será realizada entre os dias 19 e 26 de julho, com organização do Yacht Club de Ilhabela.

Os barcos passam por revisão e pintura antes de partir para o Brasil, geralmente com dez dias de antecedência. Em muitos casos, o traslado é feito por um skipper, que enfrenta o inverno sul-americano e condições de mar adversas até chegar à costa brasileira.

O trajeto pode incluir paradas em cidades como Rio Grande (RS) e Itajaí (SC). A exceção deste ano é o veleiro Sandokan, que enfrentou duas frentes frias em alto-mar e completará o trajeto em tempo recorde de cinco a seis dias.

“Vamos ter um grupo bem maior de estrangeiros em relação ao ano passado. Tenho feito um trabalho contínuo com as equipes de fora, dando uma atenção especial a elas. Temos um grupo no whatsapp, onde trocamos informações. É um canal de comunicação direta, aberto o ano todo, um trabalho de formiguinha”, afirma Cuca Sodré, diretor de regata da 52ª SIVI Daycoval.

Além do Sandokan, também estão confirmados os barcos Der Bekannte 2, Ladino e Too Match, na classe ORC; Navegante, na RGS Cruiser; e o histórico Chancegger, com passagem pela America’s Cup, na classe Bra-RGS.

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Entidades e clubes de velas se solidarizam com Rio Grande do Sul (SP) https://rumoaomar.org.br/clubes/entidades-e-clubes-de-velas-se-solidarizam-com-rio-grande-do-sul-sp/ Wed, 08 May 2024 12:00:00 +0000 https://rumoaomar.org.br/?p=231 Diante da devastação causada pelas enchentes no Rio Grande do Sul, entidades e clubes de vela de todo o país se solidarizam com as vítimas e se mobilizam para auxiliar os mais necessitados.Um destaque especial é direcionado aos clubes de vela de Porto Alegre (RS), que estão na linha de frente dos resgates e oferecendo […]

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Diante da devastação causada pelas enchentes no Rio Grande do Sul, entidades e clubes de vela de todo o país se solidarizam com as vítimas e se mobilizam para auxiliar os mais necessitados.Um destaque especial é direcionado aos clubes de vela de Porto Alegre (RS), que estão na linha de frente dos resgates e oferecendo abrigo aos desabrigados. Jangadeiros, Rio Grande e Veleiros do Sul são apenas alguns dos clubes da modalidade na capital gaúcha que, neste momento de calamidade pública, pedem a sua ajuda.

O Yacht Club Santo Amaro pede para sócios, comunidade e região contribuições na forma de produtos embalados ou em sacolas como sabonetes, shampoos, escovas de dentes e pasta de dentes, papel higiênico, detergentes, desinfetantes, esponjas de limpeza e outros produtos de limpeza e higiene pessoal.

As doações podem ser entregues diretamente em nossa portaria no endereço Rua Edson Régis 481.

“Como comodoro do Yacht Club Santo Amaro (YCSA), gostaria de expressar nossa mais profunda solidariedade à população do Rio Grande do Sul e aos clubes de vela de Porto Alegre que estão enfrentando as devastadoras enchentes. Sabemos o quão difícil é lidar com os danos causados pela força da natureza e os velejadores foram fundamentais no processo de resgate das vítimas”, disse Fábio Bodra.

”Neste momento desafiador, queremos que saibam que estamos ao lado de vocês, prontos para oferecer qualquer tipo de apoio que possa ajudar na recuperação e reconstrução. Já colaboramos com doações, apoio logístico e seguimos nas nossas mídias e nas dependências do YCSA buscando mais apoio”.

”Juntos, tenho certeza de que superaremos essa adversidade e voltaremos mais fortes do que nunca. Força e solidariedade a todos os clubes de vela de Porto Alegre neste momento difícil”.

Quem tiver barcos ou qualquer tipo de embarcação para emprestar no resgate às famílias que ainda estão ilhadas pode entrar em contato com a Defesa Civil do Estado para disponibilizar os veículos.

As doações são encaminhadas para as comunidades atingidas pela enchente no Estado do Rio Grande do Sul. Quem tiver barcos ou qualquer tipo de embarcação para emprestar no resgate às famílias que ainda estão ilhadas pode entrar em contato com a Defesa Civil do Estado para disponibilizar os veículos.

Locais para doação em Porto Alegre (RS)

Clube dos Jangadeiros – Rua Ernesto Paiva, 139, Bairro Tristeza: deixar na portaria das 9h às 20h

Clube Veleiros do Sul – Avenida Guaíba, 2941, Bairro Vila Assunção: deixar na portaria das 7h às 22h

Academia Clinos –  Avenida Pereira Passos 391, Bairro Vila Assunção: responsável José Solon-Anúncio-

Bistrô Pimenta Rosa – Rua Ernesto Paiva 139, bairro Tristeza. Entre 9h e 16h. Responsável: Maristela e Rose

Restaurante Ratskeller – Avenida Pará 1324, Bairro São Geraldo

Restaurante Ricalldone – Rua Joaquim Caetano da Silva 55, Bairro Moinhos de Vento. Entre 8h e 16h – Responsáveis: Cléo e Cleuza

PIX: 894.891.950-49, em nome de MarcellaGrahlBergallo.

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Dia do Marinheiro: conheça a atuação do Patrono da Marinha do Brasil https://rumoaomar.org.br/marinha/dia-do-marinheiro-conheca-a-atuacao-do-patrono-da-marinha-do-brasil/ Tue, 12 Dec 2023 19:02:11 +0000 https://rumoaomar.org.br/?p=1579 Em 13 de dezembro é celebrado o Dia do Marinheiro. Mas você sabe por que essa data foi escolhida pela Marinha do Brasil (MB) para representar os homens e as mulheres que integram a Força? É o dia de nascimento de Joaquim Marques Lisboa, o Almirante Tamandaré, que foi escolhido Patrono da MB, devido aos seus […]

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Em 13 de dezembro é celebrado o Dia do Marinheiro. Mas você sabe por que essa data foi escolhida pela Marinha do Brasil (MB) para representar os homens e as mulheres que integram a Força? É o dia de nascimento de Joaquim Marques Lisboa, o Almirante Tamandaré, que foi escolhido Patrono da MB, devido aos seus grandes feitos em prol da Pátria e da Força.

Joaquim Marques Lisboa, o Marquês de Tamandaré, nasceu em Rio Grande (RS), em 13 de dezembro de 1807. Militar da Armada Imperial Brasileira, participou da Guerra da Independência do Brasil, dos conflitos internos subsequentes no Período Regencial e, mais tarde, nas guerras do Prata e do Paraguai. Pelos serviços prestados à Pátria, durante uma carreira que durou quase 60 anos, foi feito marquês e, depois, escolhido como Patrono da Marinha.

Para falar sobre esse Herói Nacional, a Agência Marinha de Notícias (AgMN) entrevistou o Pesquisador de História Militar, Aldeir Isael Faxina Barros, que se dedica aos estudos sobre os combates fluviais da Guerra da Tríplice Aliança contra o Paraguai e participa do Programa de Iniciação Científica da Universidade Estadual de Maringá, no Paraná. O pesquisador possui diversos artigos e capítulos publicados sobre a temática e explica sobre a carreira do Almirante Tamandaré na Marinha.

AgMN – Almirante Tamandaré teve uma vida dedicada à Marinha. Como foi a atuação dele durante os momentos críticos vividos pelo Brasil?

Aldeir Barros – Almirante Tamandaré possui sua trajetória de vida ligada à Marinha, visto ter atuado na Força desde o processo de consolidação da Independência do território que hoje podemos chamar de Brasil. Tamandaré esteve diretamente envolvido em diversos outros episódios como, por exemplo, a supressão de rebeliões, dentre as quais algumas com caráter separatista, garantindo, com isso, a integridade do território nacional. Além de ter atuado em conflitos internacionais, com destaque para a Guerra da Cisplatina (1825-1828) e a Guerra contra o Paraguai (1864-1870).

Durante o processo de independência, Tamandaré se apresentou na época como voluntário, tendo servido a bordo da Fragata “Niterói”, sob o comando de John Taylor. A rápida formação de uma Marinha de Guerra, para fazer frente às forças portuguesas, foi uma importantíssima ferramenta para a consolidação do processo de Independência. Após essa primeira experiência, Tamandaré teve uma atuação contundente na Guerra da Cisplatina, onde pôde participar de vários combates.

Dentre os conflitos internos, Tamandaré se destacou por estar presente em diversas comissões que suprimiram revoltas em vários pontos do território. O poder da Marinha se mostrou decisivo, tanto de modo a bloquear por mar as regiões sublevadas quanto por meio de investidas em terra contra os insurrectos, ou mesmo em apoio às forças terrestres, pelo qual em determinados momentos atuou em concomitância com Luís Alves de Lima e Silva, futuro Duque de Caxias. A supressão desses movimentos impediu a desagregação do território nacional.

Outro momento vivenciado por Tamandaré foi o comando da intervenção militar ocorrida no Uruguai em 1864, tendo a Esquadra prestado apoio de fogo e desembarcado destacamentos nos combates que se sucederam naquele país. Conflito este que possui ligação direta com a Guerra contra o Paraguai, na qual Tamandaré ocupou, até fins de 1866, o comando das forças navais  presentes. Dentre os pontos relevantes da sua atuação no maior conflito da América do Sul, Tamandaré buscou o controle dos rios e a criação de uma rede de abastecimento, elementos vitais para o prosseguimento das operações para a invasão do território paraguaio.

AgMN – Um dos muitos momentos marcantes na história da Marinha do Brasil foi o reaparelhamento dos meios navais, o que permitiu que a Força continuasse atuando em defesa dos interesses do País. Quais foram as principais ações de Tamandaré nesse período?

Aldeir Barros – Durante o século XIX, uma série de modificações tecnológicas surgiram e foram implementadas nas marinhas de guerra de vários países, configurando uma verdadeira revolução nos meios navais. Neste sentido, o emprego da propulsão a vapor, a inserção das rodas de pás, e a sua posterior troca pelas hélices, os diferentes tipos de munições, a criação de inovadoras tipologias de belonaves e o, posterior, emprego de uma couraça de ferro sobre embarcações construídas em madeira modificaram, sobremaneira, o modo de se fazer a guerra nos mares e nos rios.

Inserido neste contexto, o Império brasileiro encarregou Tamandaré, que havia se deslocado à Europa em licença para tratar da saúde de sua esposa no ano de 1857, de uma série de tarefas a serem desempenhadas no Velho Mundo, dentre as quais, a de supervisionar a construção e a aquisição de duas canhoneiras encomendadas na França e de outras oito unidades encomendadas em dois estaleiros britânicos. Tal reaparelhamento naval visava suprir as deficiências da Armada observadas principalmente na região do rio da Prata. Aqui ficam claras as influências dos percalços vivenciados pela expedição diplomática de Pedro Ferreira de Oliveira à Assunção – Paraguai (1854-1855).

Em meados de 1859, Tamandaré se apresentou em solo nacional com os dois últimos navios encomendados, “Belmonte” e “Parnaíba”, dando por findada a comissão a que lhe fora atribuída. Essas novas embarcações se prestavam a navegar na região a que foram pensadas, participando, a partir de suas incorporações, dos acontecimentos bélicos posteriores, incluindo a célebre Batalha Naval do Riachuelo (11 de junho de 1865), na qual algumas daquelas unidades supervisionadas por Tamandaré se fizeram presentes.

AgMN – Na Guerra do Paraguai, o maior conflito militar da América do Sul, travada por Paraguai e a Tríplice Aliança, formada por Brasil, Argentina e Uruguai, Tamandaré comandou Forças Navais.  Quais estratégias navais foram utilizadas pelo militar durante esse período?

Aldeir Barros – Com a Esquadra sob o comando de Tamandaré, a estratégia, que primeiro se sobressai, é o bloqueio dos rios empreendidos contra as forças paraguaias, impedindo a comunicação fluvial com o exterior e a consequente entrada de armamentos e suprimentos. Todavia, obviamente, outras estratégias se destacaram neste período, como as operações de auxílio as forças terrestres, envolvendo operações de canhoneio e de transporte de pessoal e material.

As operações de apoio de fogo às forças terrestres, efetuadas em diversas situações, ocorreram desde a rendição das forças paraguaias em Uruguaiana, no atual Rio Grande do Sul, passando pelos combates no entorno do forte de Itapirú, no combate da Ilha da Redenção, no desembarque em Passo da Pátria, na tomada do forte de Curuzu, na derrota em Curupaití, dentre outros casos.

Já com relação ao transporte de tropas e material bélico, destaca-se, sobremaneira, a operação de invasão do território paraguaio na região de Passo da Pátria, marcando, por assim dizer, o início da campanha ofensiva da Aliança contra as forças paraguaias. Entretanto, ainda sob o comando de Tamandaré, também pode ser observado o desembarque de tropas para a tomada do forte de Curuzu, situado nas proximidades da fortaleza de Curupaití.


Memorial em homenagem ao Almirante Tamandaré, em Rio Grande (RS)

AgMN – Quais maiores desafios enfrentados por Tamandaré a serviço da Marinha do Brasil e a Pátria?

Aldeir Barros – Creio que o maior desafio enfrentado por Tamandaré ocorreu quando estava no cargo de Comandante em Chefe das Forças Navais do Império na Guerra contra o Paraguai, visto ter de se atentar não somente às questões inerentes ao conflito propriamente dito, mas às ferrenhas disputas políticas entre os atores envolvidos na aliança.

As disputas e desconfianças entre Tamandaré e o General argentino Bartolomé Mitre alcançaram um nível insustentável após a derrota aliada em Curupaití (22 de setembro de 1866), na qual, dentre as acusações sobre a origem do insucesso, se voltaram em grande medida para a ineficácia do bombardeio naval. Dirigir unicamente à Armada de Tamandaré como a causa do malogro do ataque aliado a posição paraguaia é inexato. Mas o fato é que, após este evento, a manutenção de Tamandaré em seu cargo se demonstrou impossível, tendo sido a contragosto exonerado do seu posto.

AgMN – O reconhecimento de Tamandaré pela Nação brasileira começou em vida. Quais honrarias foram recebidas?

Aldeir Barros – O reconhecimento e as honrarias recebidas por Tamandaré tanto em vida quanto após sua morte são inúmeros e variados. Ainda em vida, Tamandaré fora galgando postos com base em sua carreira militar, sendo agraciado com diversas honrarias e comendas, como os títulos nobiliárquicos de Barão, Visconde, Conde e Marquês; também recebera o colar da Imperial Ordem da Rosa.

Ainda em vida, Tamandaré pôde observar o batismo de um navio encouraçado construído no Rio de Janeiro em sua homenagem: o encouraçado “Tamandaré”, que operou junto à Esquadra sob o seu comando nas águas do rio Paraguai, desde os levantamentos fluviais ocorridos anteriormente à invasão do território paraguaio até o findar do conflito, tendo sido um dos navios que forçou o passo de Humaitá, em fevereiro de 1868. O Almirante também pôde observar o batismo de outra belonave, um cruzador, em sua homenagem. Além da existência de outras embarcações de outrora e do presente que fazem menção a Tamandaré.

Por seus serviços prestados à Nação, o nome Tamandaré pode ser atualmente visualizado em ao menos dois municípios; além de fortes, praças, avenidas, ruas e largos que ostentam seu nome como forma de homenagem. Sem contar os diversos bustos e monumentos espalhados por diversos pontos do País. Também, em sua homenagem, fora criada a Medalha Mérito Tamandaré, além de ter seu nome inserido no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, como um dos construtores da Nação.

Em reconhecimento por seus feitos, além das honrarias supracitadas, Tamandaré fora alçado a Patrono da Marinha do Brasil, e no dia do seu aniversário, 13 de dezembro, foi instituído o Dia do Marinheiro.

Fonte: Agência Marinha de Notícias
Acesse: https://www.marinha.mil.br/agenciadenoticias/

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Cembra Palestras – Modalidades de Gestão Pesqueira https://rumoaomar.org.br/pesca-profissional/cembra-palestras-modalidades-de-gestao-pesqueira/ Tue, 14 Nov 2023 15:02:06 +0000 https://rumoaomar.org.br/?p=21 Professor Gonzalo Velasco, do Instituto de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande comenta Palestra ao Cembra sobre Modalidades de Gestão Pesqueira

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Professor Gonzalo Velasco, do Instituto de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande comenta Palestra ao Cembra sobre Modalidades de Gestão Pesqueira

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Conheça os principais eventos em comemoração ao Dia da Marinha https://rumoaomar.org.br/marinha/conheca-os-principais-eventos-em-comemoracao-ao-dia-da-marinha/ Sun, 11 Jun 2023 14:04:53 +0000 https://rumoaomar.org.br/?p=1445 Para marcar as comemorações do Dia da Marinha, será realizada uma série de atividades que relembram os 158 anos da Batalha Naval do Riachuelo e apresentam a importância do Poder Naval para a consolidação da soberania. Os eventos ocorrerão em todo o País, com destaque para as visitações públicas aos navios da Marinha do Brasil […]

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Para marcar as comemorações do Dia da Marinha, será realizada uma série de atividades que relembram os 158 anos da Batalha Naval do Riachuelo e apresentam a importância do Poder Naval para a consolidação da soberania. Os eventos ocorrerão em todo o País, com destaque para as visitações públicas aos navios da Marinha do Brasil (MB) e a Parada Naval, na cidade do Rio de Janeiro (RJ).
O Dia da Marinha celebra a vitória brasileira na Batalha Naval do Riachuelo, ocorrida em 11 de junho de 1865, um dos eventos decisivos da Guerra da Tríplice Aliança (1864 – 1870), oportunidade para honrar a memória daqueles heróis e reafirmar o compromisso dos marinheiros em prol da Defesa da Pátria.
Acompanhe os eventos comemorativos do Dia da Marinha:
Rio de Janeiro (RJ)

09/06 – Apresentação da Banda de Música do Grupamento de Fuzileiros Navais do Rio de Janeiro nas proximidades do Museu do Amanhã, às 11h30;
09 a 13/06 – Visitação pública ao Navio-Veleiro “Cisne Branco, próximo ao Museu do Amanhã”, de 11h às 17h. A entrada é gratuita;
11/06 – Exposição de veículos blindados do Corpo de Fuzileiros Navais na Praia de Copacabana (em frente ao Copacabana Palace), às 08h;
11/06 – Parada Naval e Aeronaval com a participação dos navios e aeronaves da Marinha do Brasil na orla do Rio de Janeiro com início no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste, seguindo até Marinha do Brasil: Protegendo nossas riquezas, cuidando da nossa gente
www.marinha.mil.br a Zona Sul e passando pelas praias do Recreio, Barra da Tijuca, São Conrado, Leblon, Ipanema,
Copacabana e Leme, a partir das 08h35;
11/06 – Apresentação da Banda Marcial do Corpo de Fuzileiros Navais, às 10h, na praia de Copacabana, nas proximidades do Copacabana Palace;
11/06 – Apresentações das Bandas de Música e Marcial do Corpo de Fuzileiros Navais, durante abertura do jogo Flamengo X Grêmio, no Estádio Maracanã, às 17h; e

22/06 – Parada Após o Pôr do Sol alusiva ao “11 de junho – Dia da Marinha” na Fortaleza de São José da Ilha das Cobras, às 19h. A entrada é mediante convite.
São Paulo (SP)
09/06 – Apresentação da Banda de Música do Comando do 8º Distrito Naval no Teatro Municipal Professora Zita de March, em Barra Bonita, às 19h30;
24/06 – Apresentação da Banda de Música do Comando do 8º Distrito Naval no Shopping Raposo, às 13h30; e

24 e 25/06 – Visitação pública à Fragata “Liberal”, no porto de Santos, no dia 24 de junho, das 14h às 17h, e no dia 25 de junho, das 08h às 17h. A entrada é gratuita.
Brasília (DF)
11/06 – Regata de Remo Escaler do Circuito Poder Marítimo no Clube Almirante Alexandrino (CAALEX), às 08h. A entrada é mediante convite;
11/06 – Cerimônia de Substituição da Bandeira Nacional na Praça dos Três Poderes, Esplanada dos Ministérios, às 10h; e Até 5 de agosto – 43º Salão de Arte Riachuelo, na Galeria de Arte Casa Thomas Jefferson.
De segunda a sexta, das 08h às 19h, e aos sábados, das 08h às 12h.
Salvador (BA)
10/06 – Apresentação da Banda de Música do Comando do 2º Distrito Naval, durante abertura do jogo Bahia X Cruzeiro, no Estádio Arena Fonte Nova, às 18h30;
10 e 11/06 – Exposição militar no Shopping Barra – L4 Norte, em frente ao cinema, durante todo o dia;

11/06 – Apresentação da Banda de Música do Comando do 2º Distrito Naval no Shopping Barra, na Praça Central, das 15h às 15h40; e
15/06 – Parada Naval com a participação dos navios da Marinha do Brasil sediados em Salvador, com início na praia do Rio Vermelho, seguindo em direção à Base Naval de Aratu e passando pelas praias de Ondina, Farol da Barra e Porto da Barra, a partir das 12h.
Belém (PA)
10 e 11/06 – Visitação Pública aos Navios-Patrulha “Bocaina” e “Guarujá”, no Cais da Escadinha, ao lado da Estação das Docas, das 09h às 16h. A entrada é gratuita;
11/06 – Corrida da Batalha Naval do Riachuelo, com largada às 06h, em frente ao prédio histórico do Comando do 4° Distrito Naval, no bairro da Cidade Velha. As inscrições podem ser realizadas até o dia 7 de junho, no site centraldacorrida.app.br; e
11/06 – Apresentação da Banda de Música do 2º Batalhão de Operações Ribeirinhas no Shopping Bosque Grão-Pará, às 19h.
Manaus (AM)
09/06 – Campanha de Vacinação no Shopping Studio 5, a partir das 09h;
11/06 – Parada Naval com a participação dos navios da Marinha do Brasil sediados em Manaus, na orla de Ponta Negra, a partir das 10h;
ü 11/06 – Apresentação da Banda de Música do Comando do 9º Distrito Naval na Casa de Praia Zezinho Corrêa, na Praia de Ponta Negra, às 10h;
11 a 14/06 – Visitação pública ao Navio-Patrulha Fluvial “Roraima”, no Cais das Torres, de 9h às 16h; e
11 e 12/06 – Realização de Assistência médico-hospitalar no município de Careiro da Várzea, durante todo o dia.
Recife (PE)
10/06 – Corrida/Caminhada alusiva ao Dia da Marinha. Largada às 8h, em frente à sede da Capitania dos Portos de Pernambuco;
10 e 11/06 – Visitação pública ao Navio-Patrulha “Grajaú”, no Porto do Recife, das 9h às Marinha do Brasil: Protegendo nossas riquezas, cuidando da nossa gente
15h. A entrada é gratuita; e
17/06 – Regata alusiva ao Dia da Marinha no Cabanga Iate Clube de Pernambuco, com largada às 10h.
Fortaleza (CE)
10/06 – Visitação pública ao Navio-Patrulha “Macau”, no Cais do Porto, das 13h às 16h. A entrada é gratuita; e
11/06 – Passeio Ciclístico alusivo ao Dia da Marinha, na orla de Fortaleza. Largada às 7h,
na Escola de Aprendizes-Marinheiros do Ceará.
Natal (RN)
10 e 11/06 – Regata alusiva ao Dia da Marinha no Iate Clube do Natal, com largada às 9h. A participação é gratuita;
11/06 – Corrida alusiva ao Dia da Marinha. Largada às 7h, na Praia do Forte. A
participação é gratuita; e
17/06 – Apresentação da Banda de Música do Grupamento de Fuzileiros Navais de Natal,
no Parque das Dunas, às 15h30.
Rio Grande do Sul (RS)
07/06 – Exposição de materiais e meios militares da Marinha do Brasil e apresentação da Banda do Grupamento de Fuzileiros Navais do Rio Grande, das 10h às 17h, na Escola Estadual de Ensino Fundamental Almirante Tamandaré, Avenida dos Arquipélagos, 111, Parque Marinha, em Rio Grande; e
10/06 – Limpeza das margens do Rio Uruguai, com concentração na Praça da Santinha, em Uruguaiana, a partir das 16h30.
Florianópolis (SC)
07/06 – Mutirão de limpeza e palestras educacionais na Escola de Educação Básica América Dutra Machado, a partir das 08h.
Marinha do Brasil: Protegendo nossas riquezas, cuidando da nossa gente

Cabedelo (PB)
10 e 11/06 – Visitação pública ao Navio-Patrulha “Goiana”, no ROTAMAR Terminal Pesqueiro, das 14h às 17h30. A entrada é gratuita.
Corumbá (MS)
16/06 – Apresentação da Banda de Música do Comando do 6º Distrito Naval em Corumbá, às 17h;
17 e 18/06 – Visitação pública a navio da Marinha, das 09h às 16h, no Porto Geral de Corumbá; e
17 e 18/06 – Exposição de materiais militares e palestra sobre como ingressar na Marinha, das 09h às 16h, no Porto Geral de Corumbá

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Faróis: luzes que guiam os navegantes na Amazônia Azul https://rumoaomar.org.br/amazonia-azul/farois-luzes-que-guiam-os-navegantes-na-amazonia-azul/ Fri, 26 Aug 2022 15:40:44 +0000 https://rumoaomar.org.br/?p=155 No chamado calcanhar do Brasil está o Farol de Touros (RN). Já no extremo sul do País encontra-se o Farol da Barra do Chuí (RS). Hoje, existem 206 faróis distribuídos ao longo da extensa costa brasileira, sendo 199 administrados pela Marinha do Brasil (MB). Essas construções notáveis estão presentes há milênios na vida daqueles povos […]

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No chamado calcanhar do Brasil está o Farol de Touros (RN). Já no extremo sul do País encontra-se o Farol da Barra do Chuí (RS). Hoje, existem 206 faróis distribuídos ao longo da extensa costa brasileira, sendo 199 administrados pela Marinha do Brasil (MB). Essas construções notáveis estão presentes há milênios na vida daqueles povos que precisam se aventurar nos mares. Nos registros históricos, o Farol de Alexandria, construído por Ptolomeu II (323 a 285 a.C.), um dos sucessores de Alexandre – O Grande, foi considerado uma das sete maravilhas do mundo antigo. A ilha escolhida para a construção do farol chamava-se Pharos (pronuncia-se “faros”), o que determinou como essas construções seriam conhecidas.

Por que eles são tão importantes? Uma explicação lúdica pode ser encontrada na famosa frase “navegar é preciso, viver não é preciso”, popularmente atribuída ao poeta Fernando Pessoa, mas com fonte provável no general romano Pompeu (séc. I a.C.). A primeira parte da frase pode revelar duas características da arte da navegação: ela é necessária e requer precisão. Porque o mar é fonte de riquezas e biodiversidade e também é utilizado como forma de transporte, lazer e subsistência. Contudo, o mar nem sempre é dócil, podendo surpreender quem não se prepara para suas intempéries. Daí a importância de conhecer as técnicas e instrumentos de navegação e de orientação.

Para que uma navegação seja bem-sucedida, é necessário planejamento e a utilização de instrumentos que ajudam a direcionar o percurso. Entre os instrumentos utilizados para orientar aqueles que decidem navegar estão as cartas náuticas, as boias luminosas e os faróis. Avistar um farol é muito mais que apenas ver uma edificação. Pode representar alívio e esperança, um sinal de que o lar está mais próximo ou que a navegação está seguindo conforme planejada.

As cidades crescem com o tempo e, em diversos casos, os faróis refletem essa realidade. Um exemplo é o novo Farol do Mucuripe, em Fortaleza (CE), que foi inaugurado em 2017. O  equipamento tem 72 metros de altura, aproximadamente três vezes maior que o antigo. É o maior farol convencional das Américas e está entre os 10 maiores do mundo. Ele possibilita melhores condições de trabalho para toda a comunidade marítima, especialmente para os pequenos barcos e jangadas que não dispõem de tecnologia de geolocalização.

Coordenação dos Auxílios à Navegação
O Encarregado da Divisão de Auxílios à Navegação do Centro de Auxílios à Navegação Almirante Moraes Rego (CAMR), Capitão-Tenente Rubens Ikeuti, destaca a relevância dos faróis. “Ainda que grandes embarcações façam uso de equipamentos tecnológicos como radares e GPS, em caso de falha destes, os faróis são fundamentais, especialmente para pequenas embarcações de pesca e recreio que geralmente não possuem tais equipamentos”, ressalta.

Devido à grande extensão do litoral brasileiro, o exercício da atividade de sinalização náutica é segmentado por regiões. Por isso, em diferentes localidades, cabe aos Serviços de Sinalização Náutica (SSN) e aos Centros de Hidrografia e Navegação (CHN), estabelecer, manter e operar os sistemas de sinais de auxílio à navegação de responsabilidade da Marinha. Eles estão presentes nas cidades de Salvador (BA), Natal (RN), Belém (PA), Rio Grande (RS), Ladário (MS) e Manaus (AM) atuando sob a supervisão técnica do CAMR, que também é responsável pela área do Rio de Janeiro (RJ). Nas localidades que não dispõem de SSN ou CHN, a manutenção e a fiscalização dos serviços de sinalização náutica ficam a cargo das Capitanias dos Portos e de suas Delegacias e Agências.

O Faroleiro: importância do fator humano
Para garantir que os faróis continuem cumprindo a missão de salvar vidas, o faroleiro ainda é peça-chave, não importa quanta tecnologia e automação sejam aplicadas nesses instrumentos. Esse profissional vai além da operação desses sinais e dedica-se também à manutenção e ao zelo pelo contínuo funcionamento. A dedicação dos faroleiros garante que milhares de pessoas naveguem de forma segura todos os dias na costa brasileira.

O Suboficial (Faroleiro) Rafael Elisio Gonçalves Fernandes serve atualmente no Farol da Barra do Chuí. Seu interesse por faróis iniciou ainda na Escola de Aprendizes-Marinheiros, quando sua turma foi escolhida para visitar o Farol de Santa Marta, em Laguna (SC). “Sou faroleiro de coração e de profissão, porém uma noite tive que ficar acordado por causa de um problema na máquina de rotação do farol e fiquei pensando naqueles que me precederam e quanta dificuldade eles passaram para deixar a navegação mais segura, com frio extremo de -2 °C. Foi cansativo, porém extremamente gratificante, quando o sol começou a surgir no horizonte. Sem dúvida, foi o melhor serviço que tirei na Marinha”, relatou o Suboficial.

Para ele, o isolamento é a principal dificuldade, pois “apesar de poder trazer a família, no caso deste farol, nós ficamos longe dos parentes, dos amigos e, na maior parte das vezes, distante de uma infraestrutura necessária para atender necessidades básicas como saúde, educação e lazer”.É comum que faróis localizem-se em ilhas afastadas das cidades, em localidades estratégicas para a navegação. Cada um deles demanda diferentes condições de guarnecimento, alguns exigem que os militares permaneçam durante 90 dias em localidades isoladas, outros até mais tempo. Esse distanciamento faz com que o trabalho torne-se mais complexo. De acordo com o Capitão-Tenente Ikeuti, “os militares que guarnecem os faróis devem possuir, além dos conhecimentos técnicos relativos à profissão de faroleiro, noções de elétrica, hidráulica, motores, operação de equipamentos de rádio, primeiros socorros, observação meteorológica, preservação do meio ambiente, ótimas condições físicas e facilidade de viver em isolamento e conviver em pequenos grupos”. 

Saiba mais sobre esses auxílios à navegação
A publicação “Lista de Faróis”, editada pela Diretoria de Hidrografia da Marinha, por meio do Centro de Hidrografia da Marinha, contém a relação completa de faróis e outras formas de sinalização náutica presentes em toda a costa brasileira. Além de uma breve descrição textual contendo posição e altura dos sinais luminosos, ela apresenta, ao final, fotografias dos principais faróis e faroletes brasileiros organizados por região. Com isso, aqueles que pretendem navegar em um determinado ponto da costa brasileira podem se familiarizar com a posição e a aparência dos sinais ali presentes.

Faróis também são destinos turísticos
A figura de um farol é em alguns casos tão marcante que eles são considerados destinos turísticos. Um exemplo disso é o Forte de Santo Antônio da Barra – também conhecido como Farol da Barra -, em Salvador (BA), que tem 324 anos, sendo o sinal náutico mais antigo do País. Ele foi eleito, em 2020, como Farol do Ano pela Associação Internacional de Autoridades de Auxílios à Navegação Marítima e Faróis (IALA, na sigla em inglês). Essa premiação busca reconhecer aqueles faróis que possuem destacado valor histórico, cultural e arquitetônico. Além disso, o tradicional farol baiano foi escolhido para sediar o Museu Náutico da Bahia, fato que evidencia seu potencial turístico. Em 2019, mais de 130 mil visitantes passaram pelo museu.

Para se aprofundar sobre os faróis
Por mais que estejam espalhados por toda a costa brasileira, os faróis não deixam de despertar a curiosidade daqueles que com eles se deparam. Se quiser conhecer, de forma mais aprofundada algumas dessas sinalizações, uma sugestão é a série “Faróis do Brasil”, produzida e veiculada pela TV Brasil, em parceria com a Marinha do Brasil. 

Acesse todos os episódios da série “Faróis do Brasil”.

Outra iniciativa que explorou as particularidades dessas construções foi a série “Luzes da Amazônia Azul”. Em forma de expedição e aventura, a série retrata histórias da costa brasileira, trazendo como personagens 16 faróis mantidos pela MB, e conta também com depoimentos do Capitão de Mar e Guerra Ney Dantas (in memoriam), que mostram a importância de cada um dos faróis. Os episódios foram exibidos pelo canal Travel Box Brazil. 

O Capitão de Mar e Guerra Ney Dantas, farologista e importante personagem do documentário “Luzes da Amazônia Azul”, escreveu no livro Luzes do Novo Mundo que, a despeito do desenvolvimento tecnológico que presenciamos, os faróis continuaram a existir como “monumentos da arquitetura farológica e símbolos seculares da perseverante e incansável luta do Homem contra a agressividade do mar em seus momentos de ira. São marcos cravados em sítios isolados e lugares inóspitos no litoral do país, com o propósito de ajudar o navegante, principalmente, em seus momentos de desespero”.

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Regata Paulo Gonçalves acontece no próximo final de semana em Rio Grande (RS) e Pelotas (RS) https://rumoaomar.org.br/sem-categoria/regata-paulo-goncalves-acontece-no-proximo-final-de-semana-em-rio-grande-rs-e-pelotas-rs/ Fri, 11 Mar 2022 13:39:02 +0000 https://rumoaomar.org.br/?p=263 Com percurso iniciando em Rio Grande e destino a cidade de Pelotas completando 25 milhas na ida e mais 25 na volta, a tradicional Regata Rio Grande-Pelotas-Rio Grande homenageia o ex-Comodoro, Paulo Gonçalves, conhecido por Pilecão. O evento que será realizado no final de semana 19 e 20 de março terá largada no sábado,19, às […]

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Com percurso iniciando em Rio Grande e destino a cidade de Pelotas completando 25 milhas na ida e mais 25 na volta, a tradicional Regata Rio Grande-Pelotas-Rio Grande homenageia o ex-Comodoro, Paulo Gonçalves, conhecido por Pilecão. O evento que será realizado no final de semana 19 e 20 de março terá largada no sábado,19, às 11h, em frente à Sede do RGYC. O retorno será no domingo,20, às 11h, com largada do Clube Saldanha da Gama.

A Regata integrará as Classes de Oceano ORC, RGS e Cruzeiro em um lindo espetáculo de união e travessia pela Lagoa dos Patos.

Paulo Gonçalves- Pilecão

Aficionado pela Vela, o professor e dentista Paulo Gonçalves trabalhou muito pelo RGYC e deixou assim a sua marca indelével no clube rio-grandino. O Yacht era a sua segunda casa onde criou seus três filhos e velejadores Sérgio Augusto Gonçalves, Paulo César Gonçalves (Pilequinha) e Alberto Gonçalves (Coalhada) junto a sua esposa Emy Gonçalves.

A Regata Rio Grande- Pelotas- Rio Grande que ocorre desde os anos 50 é tradicional na programação do Clube náutico e a partir dessa edição levará o nome de Paulo com objetivo de eternizar sua travessia por nossas vidas.

Para o RGYC é uma honra contar com todos os seus velejadores nesse percurso em admiração e respeito ao nosso eterno e admirável navegador.

Inscrições:

Os velejadores devem se dirigir a Secretaria do RGYC para realizar a sua inscrição e receber o Aviso de Regata. Um grupo de Whatts App será criado para o evento.
Mais informações pelo 53-98137-8444.

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Campeonato Brasileiro de Vela de Oceano em Florianópolis terá atletas olímpicos e começa na próxima terça, dia 1º https://rumoaomar.org.br/esporte/campeonato-brasileiro-de-vela-de-oceano-em-florianopolis-tera-atletas-olimpicos-e-comeca-na-proxima-terca-dia-1o/ Thu, 27 Jan 2022 18:16:29 +0000 https://rumoaomar.org.br/?p=693 O Campeonato Brasileiro da classe ORC, a mais conceituada da Vela de Oceano, que acontece entre os dias 1º e 5 de fevereiro na raia de Florianópolis (SC) no Veleiros da Ilha, durante a 33ª edição do Circuito Oceânico de Santa Catarina, terá a presença de pelo menos dois velejadores olímpicos que estiveram em Tóquio-2020.O gaúcho Samuel […]

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O Campeonato Brasileiro da classe ORC, a mais conceituada da Vela de Oceano, que acontece entre os dias 1º e 5 de fevereiro na raia de Florianópolis (SC) no Veleiros da Ilha, durante a 33ª edição do Circuito Oceânico de Santa Catarina, terá a presença de pelo menos dois velejadores olímpicos que estiveram em Tóquio-2020.
O gaúcho Samuel Albrecht , que disputou Tóquio na Nacra 17 e tem participações também na Rio-2016 e em Pequim 2008, irá como tático na equipe Crioula comandada por Eduardo Plass, o barco T52, um dos mais modernos do país: “Estamos muito ansiosos , queremos velejar nessa linda raia, encontrar com a flotilha brasileira nesse lindo clube que nos recebe muito bem. A raia de Jurerê para mim é uma das melhores do país”, disse o atleta que no currículo tem medalha de Bronze nos Jogos Pan-Americanos de Lima em 2019. O Crioula 52 estreou recentemente com o 5º lugar no geral no Circuito Atlântico Sul, no Uruguai, mesmo ficando de fora da primeira regata do circuito, a Buenos Aires-Punta del Este.
Outro nome é o de Marco Grael, filho de Torben Grael, que competiu na 49Er nas duas últimas Olimpíadas e foi Ouro no Pan de Lima, irá no barco campeão Brasileiro de 2020, o Ventaneiro 3, comandado pelo carioca Renato Cunha. O barco virá do Rio de Janeiro na briga para reconquistar o título de melhor do país:  “Estamos nos preparativos finais. Estamos bem animados, é sempre um prazer velejar no Iate Clube de Santa Catarina que tem sempre uma acolhida muito boa e uma raia maravilhosa e a disputa com os melhores velejadores e barcos brasileiros. Estamos terminando de compor a tripulação e esperamos uma grande competição”, disse Cunha.
O catarinense André Fonseca, o Bochecha, também estará na disputa. Ele tem três Olimpíadas no currículo e três participações na regata The Ocean Race, de volta ao mundo, uma delas com o barco brasileiro Brasil 1, em 2005. Bruno Fontes, com duas participações olímpicas, também estará na raia.
Já são 46 veleiros confirmados na disputa, sendo 19 na disputa do Brasileiro ORC dos estados de SC, RS, SP e RJ. O número é um recorde do Circuito Oceânico de Santa Catarina. A competição terá para o Brasileiro ORC previsão de sete regatas nos cinco dias de competição sendo duas de percurso com início às 12h e as restantes de barla-sota com início às 13h. A classe RGS também tem previsão de sete regatas, o Bico de Proa, RGS Cruzeiro, Bico de Proa Cruzeiro e Multicascos têm previsão de cinco regatas. 
As inscrições seguem abertas não só para a ORC, mas também BRA-RGS, RGS-Cruzeiro, Bico de Proa, Bico de Proa Cruzeiro e Multicascos e podem ser realizadas pelo email eventos@icsc.com.br . As confirmações de inscrições e pesagens ocorrem no domingo e na segunda-feira, dias 30 e 31 de janeiro. 
Confira os Barcos já confirmados na disputa:
1. O.ZettA – Cmdt. Rodrigo Zettermann – Iate Clube Guaíba (RS) – ORC
2. Terroso – Cmdt. Carlos Augusto de Matos – Veleiros da Ilha (SC) – ORC
3. Kanaloa – Cmdt. Airton Shenaider – CDJ (RS) – HPE 30/ORC
4. Dona Bola – Cmdt. Ricardo Tramujas – ICRJ (RJ) – ORC
5. Ponta Firme – Cmdt. Adriano Santos – VDS (RS) – HPE 30/ORC
6. Inae 40 – Cmdt. Bayard Neto – Pier 27 (SP) – ORC
7. Catuana Kim – Cmdt. Paulo Cocchi – Veleiros da Ilha (SC) – ORC
8. Huka-Huka – Cmdt. Paulo Gonçalves – Rio Grande Yacht Club (RS) – ORC
9. Ximango – Cmdt. Paulo Gonçalves – VDS (RS) – HPE 30/ORC
10. Índio – Cmdt. Cícero Hartmann – VDS (RS) – ORC
11. Xamã – Cmdt. Sergio Klepacz – ICS (SP) – ORC
12. Kamikaze XI – Cmdt. Augusto Moreira – VDS (RS) – ORC
13. Salvo Conduto – Cmdt. Claudio Mika – CDJ (RS) – ORC
14. Rudá – Cmdt. Mario Martinez – Clube Internacional de Regatas (SP) – ORC
15. Boto – Cmdt. André Sobral – Marina Porto Imperial (RJ) – ORC

16. Crioula 52 – Cmdt. Eduardo Plass – VDS (RS) – ORC

17. Ventaneiro 3 – Cmdt Renato Cunha – ICRJ (RJ) – ORC

18. Itajaí Sailing Team – Cmdt. Alexandre Santos – Itajaí (SC) – ORC

19. Phoenix – Cmdt. Ricardo Carvalho – Veleiros da Ilha (SC) – HPE 30/ORC
20. Parceiros – Cmdt Cleber Ramiro Dutra – CDJ (RS) – RGS
21. Garrotilho – Cmdt. Paulo Linhares – Veleiros da Ilha (SC) – RGS
22. Split – Cmdt. Edson Altino – Veleiros da Ilha (SC) – RGS
23. Mako IV – Cmdt. Alex Fazzini – Veleiros da Ilha (SC) – RGS Cruzeiro
24. Bruxo – Cmdt. Luiz Schaefer – Veleiros da Ilha (SC) – RGS
25. Plâncton – Cmdt. Jonas E. Chorociejus – Veleiros da Ilha (SC) – RGS
26. Gulliver II – Cmdt. Carlo de Leo – VDS (RS) – RGS

27. Blade Runner – Cmdt. Nuno Marques – ANI (SC) – RGS
28. Bicho d’Água – Cmdt. Júlio Cesar de Oliveira – Veleiros da Ilha (SC) – RGS Cruzeiro
29. Sawi-Di – Cmdt Renato Melo – Marina do Ribeirão da Ilha (SC) – RGS Cruzeiro
30. Açores III – Cmdt. Paulo Schaefer – Veleiros da lha (SC) – RGS
31. Bieiro – Cmdt. Mauro Ribeiro – Veleiros da Ilha (SC) – RGS Cruzeiro

32. Quival – Cmdt. Édio Luz – Veleiros da Ilha (SC) – RGS Cruzeiro
33. Mokai – Cmdt. José Cássio Rodrigues – VDS (RS) – RGS Cruzeiro
34. Nimbus – Cmdt. Marco Antônio Racy – Marina Itajaí – RGS Cruzeiro
35. Terra Firme – Cmdt. Filipe Koefender – Veleiros da Ilha (SC) – RGS Cruzeiro

36. Sossegado – Cmdt. Marco Hidalgo – GVI (SP) – RGS Cruzeiro
37. Livre – Cmdt. Damiana da Rocha Vianna – VDS (RS) – Bico de Proa

38. Harmonya – Cmdt. Antônio Moura – Veleiros da Ilha (SC) – Bico de Proa
39. Energia – Cmdt. Assis Brasil – Veleiros da Ilha (SC) – Bico de Proa

40. Dadu- Cmdt George Lima – Aratu Iate Clube (BA) – Multicascos
41. Zeus Team – Cmdt. Inácio Vandresen – Veleiros da Ilha (SC) – C30
42. Caballo Loco – Cmdt. Mauro Dottori – YCI (SP) – C30
43. Katana/Portobello – Cmdt. Cesar Gomes Neto – Veleiros da Ilha (SC) – C30
44. Kaikias – Cmdt. Eduardo Mangabeira – GVI (SP) – C30
45. Loyalty – Cmdt. Alexandre Leal – VDS (RS) – C30
46. Kairós – Cmdt. Alessandro Penido – YCI (SP) – C30

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