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Arquivo de Recife - Rumo ao Mar https://rumoaomar.org.br/?taxonomy=lugar&term=recife Tudo sobre o mar Sun, 03 May 2026 12:30:52 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.7 Refeno confirma 92 barcos e tem largada neste sábado https://rumoaomar.org.br/esporte/refeno-confirma-92-barcos-e-tem-largada-neste-sabado/ Wed, 16 Jul 2025 12:00:00 +0000 https://rumoaomar.org.br/?p=914 A 35ª edição da Regata Recife-Fernando de Noronha (Refeno) terá início neste sábado (28), prometendo movimentar o Marco Zero do Recife com a largada oficial marcada para às 11h. O evento, que será aberto ao público, atrai grande atenção da comunidade náutica e contará com a participação de 92 embarcações, vindas de 14 estados brasileiros, […]

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A 35ª edição da Regata Recife-Fernando de Noronha (Refeno) terá início neste sábado (28), prometendo movimentar o Marco Zero do Recife com a largada oficial marcada para às 11h. O evento, que será aberto ao público, atrai grande atenção da comunidade náutica e contará com a participação de 92 embarcações, vindas de 14 estados brasileiros, além de uma representante argentina.

Ao todo, os competidores enfrentarão uma travessia de 300 milhas náuticas (560 km), até o deslumbrante arquipélago de Fernando de Noronha, um dos destinos mais icônicos do Brasil.

O recordista e atual campeão da Refeno, Adrenalina Pura, estará novamente na disputa, sendo um dos grandes favoritos ao título. Com um histórico impressionante, a embarcação busca ampliar sua marca como a maior vencedora da competição.

Entre os estados representados, o Rio de Janeiro lidera com 23 barcos inscritos, seguido por São Paulo, com 19 embarcações. A Bahia participa com 15 representantes, enquanto Pernambuco, o estado anfitrião, compete com 11.

Outros estados como Rio Grande do Sul, Paraná, Paraíba, Santa Catarina, Alagoas e Ceará também estão na disputa, além do Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Minas Gerais, que somam seus esforços.

Marco Aurélio de Sá Ribeiro, presidente da Confederação Brasileira de Vela (CBVela), destacou a importância e o prestígio da Refeno: “A Refeno é uma grande festa da vela brasileira e estamos muito felizes em ser os parceiros desta regata, que atrai todas as atenções da comunidade náutica, velejadores, patrocinadores e da mídia durante a sua realização. Grandes nomes da nossa vela, como medalhistas olímpicos, pan-americanos e mundiais se juntam aos velejadores de todos os cantos do país, e até de fora, para essa travessia.”

Entre as embarcações mais notáveis, estão o Orion, comandado por Kiko Pelicano, medalhista olímpico, e o Barco Brasil, que se prepara para dar a volta ao mundo na regata Globe 40.

O Barco Brasil é uma das atrações desta edição da Refeno, sendo uma das maiores esperanças para a vitória. “A Refeno é uma regata especial e estamos com uma equipe pronta para vencer essa prova com nosso barco de 55 pés. Vamos mostrar para a comunidade do Recife e da Vela o nosso Barco Brasil”, comentou José Guilherme Caldas, que lidera o projeto.

Várias classes estão confirmadas para a prova de vela oceânica, incluindo as tradicionais ORC, RGS, e RGS Cruiser, anteriormente conhecida como Bico de Proa. A expectativa em torno das diferentes categorias aumenta o nível de competitividade entre os participantes, já que cada classe traz velejadores altamente qualificados, que almejam conquistar o título em suas respectivas categorias.

Para garantir a segurança dos participantes, a Marinha do Brasil desempenha um papel fundamental, oferecendo suporte e monitoramento durante toda a travessia.

O Capitão da Capitania dos Portos de Pernambuco (CPPE), Comandante Tojal, destacou a importância da operação: “As embarcações serão monitoradas pela Marinha do Brasil, que acompanhará de perto cada etapa da travessia, assegurando que tudo transcorra com segurança e dentro dos protocolos estabelecidos.”

O presidente da Associação Brasileira de Veleiros de Oceano (ABVO), Bayard Neto, também celebrou o impacto positivo da Refeno para o cenário da vela no país: “A Refeno é um marco para o desenvolvimento da vela oceânica no Brasil. Sua tradição e magnitude atraem cada vez mais competidores e patrocinadores, fortalecendo nossa modalidade e promovendo o país como destino de grandes eventos náuticos.”

Além de ser uma das competições mais tradicionais da vela brasileira, a Refeno também promove diversas iniciativas sociais e ambientais, tanto em Fernando de Noronha quanto no Recife.

“O Passeio Ecológico Educativo de Noronha é uma iniciativa essencial para conscientizar a comunidade sobre a importância da preservação ambiental do arquipélago. Além disso, com o projeto Carbono Zero, reafirmamos o nosso compromisso com a sustentabilidade, buscando minimizar os impactos ambientais da regata e compensar as emissões de gases de efeito estufa durante todo o evento”, declarou Flávio Perez, especialista em marketing esportivo e comunicação ESG.

A 35ª edição da Refeno é organizada pelo Cabanga Iate Clube de Pernambuco e pelo Instituto Cabanga de Responsabilidade Social, e conta com o apoio de patrocinadores como Heineken 0.0, Allcatrazes, Dislub Energia, Copergás, Empetur, Banco do Nordeste, entre outros.

O evento também conta com o suporte logístico e institucional da Marinha do Brasil, Capitania dos Portos de Pernambuco, ICMBio, Secretaria de Turismo e Lazer de Pernambuco e outros parceiros locais e nacionais.

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Operação Aspirantex 2025 começa com objetivo de fortalecer o Amazônia Azul https://rumoaomar.org.br/marinha/operacao-aspirantex-2025-comeca-com-objetivo-de-fortalecer-a-amazonia-azul/ Wed, 09 Jul 2025 12:00:00 +0000 https://rumoaomar.org.br/?p=1525 A Marinha deu início no dia 10 de janeiro à Operação Aspirantex 2025, que tem o objetivo de realizar treinamento operativo e o fortalecimento da presença do contingente na Amazônia Azul. Entre esses exercícios estão Operações de Esclarecimento, Ações de Superfície, Defesa Aeroespacial, de Guerra Eletrônica e de Guerra Cibernética. Segundo a Marinha, a operação conta com a participação […]

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Marinha deu início no dia 10 de janeiro à Operação Aspirantex 2025, que tem o objetivo de realizar treinamento operativo e o fortalecimento da presença do contingente na Amazônia Azul. Entre esses exercícios estão Operações de Esclarecimento, Ações de Superfície, Defesa Aeroespacial, de Guerra Eletrônica e de Guerra Cibernética.

Segundo a Marinha, a operação conta com a participação de 209 Aspirantes da Escola Naval e 8 cadetes do Exército e da FAB (Força Aérea Brasileira), além de outros 2.000 militares.

Durante a missão, os participantes visitarão diversos portos, como Recife (PE), Maceió (AL), Salvador (BA) e Natal (RN), onde, além das atividades operativas, haverão ações cívico-sociais, como doação de sangue e reforma de escolas.

Já os meios das Forças usados na Operação Aspirantex 2025 são:

Navios

Navio Doca Multipropósito Bahia; Fragatas Defensora, Liberal, Independência e  União; Navio de Desembarque de Carros de Combate Almirante Saboia e Corveta Júlio de Noronha Tikuna e Humaitá

Aeronaves

UH-12 Esquilo, um UH-15 Super Cougar, um SH-16 Seahawk, um AH-15B Super Cougar, dois AH-11B Wild Lynx, dois caças AF-1 Skyhawk, um RQ-1 ScanEagle e uma aeronave da FAB.

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Marinha relembra os 81 anos do naufrágio da Corveta Camaquã https://rumoaomar.org.br/marinha/marinha-relembra-os-81-anos-do-naufragio-da-corveta-camaqua/ Tue, 18 Feb 2025 12:00:00 +0000 https://rumoaomar.org.br/?p=1512 Fonte: Agência Marinha de NotíciasAcesse: https://www.agencia.marinha.mil.br/ Na manhã de 21 de julho de 1944, durante a Segunda Guerra Mundial (1939–1945), a Corveta “Camaquã” navegava em mar agitado, nas proximidades do Porto de Recife (PE), quando foi surpreendida por três ondas em sequência. A primeira inclinou o navio; a segunda causou falha na bomba de circulação […]

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Fonte: Agência Marinha de Notícias
Acesse: https://www.agencia.marinha.mil.br/

Na manhã de 21 de julho de 1944, durante a Segunda Guerra Mundial (1939–1945), a Corveta “Camaquã” navegava em mar agitado, nas proximidades do Porto de Recife (PE), quando foi surpreendida por três ondas em sequência. A primeira inclinou o navio; a segunda causou falha na bomba de circulação de água; e a terceira, em poucos segundos, provocou o tombamento da embarcação, que afundou no Atlântico.

A bordo estavam 117 militares da Marinha do Brasil, dos quais 33 perderam a vida, incluindo o Comandante, Capitão de Corveta Gastão Monteiro Moutinho; o Primeiro-Tenente Rubens Poggi de Figueiredo; sete Sargentos; e 24 Marinheiros. Os sobreviventes foram resgatados com o apoio imediato dos Caça-Submarinos “Jutaí” e “Graúna”, que integravam o mesmo comboio marítimo e chegaram ao local minutos após o naufrágio.

O acidente, considerado imprevisível por historiadores, ocorreu exatamente dois dias após o torpedeamento do Navio-Auxiliar “Vital de Oliveira”, consolidando-se como mais um capítulo dramático da história naval brasileira na Segunda Guerra Mundial e eternizando a data, lembrada até hoje com cerimônias que homenageiam os mortos da Marinha em guerra.

Relatos reunidos no livro Flores ao Mar: os naufrágios navais brasileiros, de Raul Coelho Barreto Neto, registram os últimos momentos da tripulação. O então Tenente Castro e Silva, que descansava em seu camarote minutos antes do naufrágio, relatou:

Outro depoimento, do Marinheiro sobrevivente Miguel Blanco Casimiro, complementa o registro histórico:

“Lembro que estávamos no refeitório fazendo um pequeno lanche. De repente […] estava diante de uma tragédia. Nos salvamos por um milagre. Foram horas de desespero vendo água entrar no navio por todos os lados. […] Vimos morrer nossos companheiros e não tivemos condições de salvá-los. […]Tivemos que pular na água, […] nessa hora tive medo, parei e roguei ao céu: oh, senhor! Tenha piedade de todos nós que ainda estamos muito jovens para morrer!.”

Memória submersa e legado histórico

Hoje, os destroços da Corveta “Camaquã” permanecem a cerca de 55 metros de profundidade, transformados em sítio de turismo subaquático. O local, por seu valor histórico e cultural, é considerado um marco de memória da participação brasileira na Segunda Guerra Mundial e deve ser visitado com respeito.

Segundo o arqueólogo e Ajudante da Divisão de Arqueologia Subaquática da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, Primeiro-Tenente (Quadro Técnico) Marcelo Rolim Manfrini, a história da “Camaquã” revela lições fundamentais.

Quando um Marinheiro moderno estuda esse episódio, ele não herda apenas conhecimentos técnicos, mas também o legado vivo de colegas que deram tudo pelo serviço à Pátria. O mar continua o mesmo, exige nosso respeito e preparo, o que vai além de apenas melhoras na tecnologia naval”, afirmou.

Ainda de acordo com o militar, as vítimas do naufrágio não são apenas personagens históricos. “A tragédia da ‘Camaquã’ vai muito além dos registros. As vítimas eram brasileiros reais, com famílias, sonhos e um dever a cumprir. Estudar esse episódio é herdar seu legado de coragem e sacrifício e lembrar que o mar continua exigindo respeito, preparo e memória”, concluiu.

A trajetória da Corveta “Camaquã”

Lançada ao mar em 16 de setembro de 1939, a Corveta “Camaquã” foi incorporada à Esquadra brasileira em 6 de junho de 1940. Com deslocamento de 552 toneladas, 57 metros de comprimento e casco de aço, o navio teve papel relevante durante a Segunda Guerra Mundial.

Durante sua atuação no conflito, desempenhou um papel vital, navegando por cerca de 58.700 milhas em 130,5 dias de mar. Na atuação em operações de guerra, escoltou 52 comboios, um número que chegou a cerca de 700 navios.

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80 anos de uma tragédia no Atlântico: o Cruzador Bahia, as memórias de um veterano no mar https://rumoaomar.org.br/marinha/80-anos-de-uma-tragedia-no-atlantico-o-cruzador-bahia-as-memorias-de-um-veterano-no-mar/ Tue, 18 Feb 2025 12:00:00 +0000 https://rumoaomar.org.br/?p=1542 Há exatos 80 anos, o mar equatorial silenciou a tripulação do Cruzador “Bahia”, um dos mais antigos e simbólicos navios de guerra da Marinha do Brasil (MB). Na manhã de 4 de julho de 1945, durante um exercício de tiro antiaéreo, uma rajada disparada por uma das metralhadoras, acidentalmente apontada para a popa, atingiu cargas […]

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Há exatos 80 anos, o mar equatorial silenciou a tripulação do Cruzador “Bahia”, um dos mais antigos e simbólicos navios de guerra da Marinha do Brasil (MB). Na manhã de 4 de julho de 1945, durante um exercício de tiro antiaéreo, uma rajada disparada por uma das metralhadoras, acidentalmente apontada para a popa, atingiu cargas de profundidade inflamáveis, provocando uma explosão que gerou focos de incêndio e destruição instantânea, marcando para sempre a história naval brasileira.

A tragédia, ocorrida já no fim da Segunda Guerra Mundial, levou o navio ao fundo do mar do litoral brasileiro em menos de três minutos. Inicialmente, chegou-se a cogitar a hipótese de um ataque por submarino alemão, mas investigações técnicas comprovaram falha de procedimento no manuseio do armamento.

A bordo do velho guerreiro

Veterano dos mares, o Cruzador “Bahia” havia servido na Primeira Guerra Mundial e, durante o segundo grande conflito, atuava na proteção de aviões aliados em missões transatlânticas. Naquela missão final, partiu do porto do Recife (PE) em 30 de junho de 1945, com destino à sua estação de serviço próxima a Natal (RN).

A bordo estavam 372 homens que, após a explosão, tentaram alcançar as balsas disponíveis. Muitos desapareceram sob as águas do Atlântico e, dos que inicialmente se salvaram, apenas 36 sobreviveram após dias de agonia em alto-mar.

O livro História Naval Brasileira (volume 5, tomo II) relembra esse episódio ainda pouco conhecido pela sociedade civil. Segundo dados da obra, durante quase uma semana, 280 homens enfrentaram o mar aberto. Destes, 271 ocuparam 17 balsas sob o sol escaldante, sem água potável e com suprimentos escassos.

A insolação, a sede extrema e o sofrimento transformaram os sobreviventes em novas vítimas. Muitos não resistiram à exposição prolongada, às queimaduras e aos ferimentos. As balsas, sobrecarregadas e danificadas, não ofereciam abrigo nem esperança e, em uma delas, restaram apenas oito homens vivos ao final do resgate. Em outra, nenhum ocupante sobreviveu. Dos 271 tripulantes que alcançaram as pequenas embarcações, 235 morreram.

A última balsa foi localizada em 8 de julho por um cargueiro britânico, que resgatou 33 homens, dos quais cinco faleceram nos dias seguintes. Os demais foram socorridos por navios brasileiros.

Legado e memória

Entre os mortos estavam 17 oficiais, 15 suboficiais, 42 sargentos, 224 cabos e marinheiros, 29 taifeiros, cinco fuzileiros navais e quatro norte-americanos. Entre os poucos sobreviventes, o então Primeiro-Tenente Lúcio Torres Dias relatou em detalhes o ocorrido, tornando-se uma das principais vozes da memória do navio, carinhosamente chamado até hoje de “Bahia”.

O afundamento, considerado pelos historiadores como a maior tragédia da história naval brasileira, gerou mudanças significativas nos procedimentos de segurança operacional da Força. Mais do que um acidente, o episódio simboliza os perigos invisíveis e cotidianos de uma guerra que, para o Brasil, ainda não havia terminado, mesmo após a rendição da Alemanha.

Oito décadas depois, permanece o compromisso de honrar os que perderam suas vidas. O silêncio do mar, que um dia também calou o gigante de guerra, ainda guarda ecos de heroísmo e lições aprendidas.

Para o doutor em história, Primeiro-Sargento (Armamentista) Robert Wagner Porto da Silva Castro, recordar esse episódio é fundamental para manter viva a verdade histórica.

“Apesar de se configurar um acidente, é algo que só pode ocorrer quando a gente se expõe ao perigo, e o ‘Bahia’ estava em exposição de guerra, cumprindo a missão dele. Precisamos compreender que, naquele instante, aeronavegar sobre o Oceano Atlântico não era fácil, era preciso referência no mar e quem desempenhava esse papel eram os navios de guerra, assim como o “Bahia”, que estava ocupando um espaço chamado de estação de guerra. Acho que é importante destacar esse esforço e o sacrifício da tripulação em prol do cumprimento da missão, até o último instante”, pontuou.

Embora a presença da Marinha do Brasil na Segunda Guerra Mundial tenha proporcionado avanços técnicos, operacionais e logísticos, o custo humano foi alto. Entre naufrágios causados por inimigos e acidentes, 486 militares da Marinha perderam a vida ao longo do conflito. Somados aos 982 civis e tripulantes mortos em 33 ataques a navios mercantes brasileiros, o saldo ultrapassa 1.400 vidas brasileiras perdidas no mar.

Apesar disso, o esforço foi decisivo. Foram 3.164 navios comboiados — sendo 1.577 brasileiros e 1.041 norte-americanos — com 99% de sucesso nas missões de escolta. Ao término da guerra, a MB consolidou maior capacidade de controle marítimo, incorporou doutrinas modernas e amadureceu sua experiência de combate.

Além do naufrágio do Cruzador “Bahia”, a Marinha sofreu outras perdas. A primeira ocorreu em 19 de julho de 1944, com o torpedeamento do Navio-Auxiliar Vital de Oliveira por um submarino alemão na costa do Rio de Janeiro. Dois dias depois, a Corveta Camaquã virou e afundou nas proximidades de Recife (PE), após ser atingida por um golpe de mar.

Você poderá acompanhar aqui, nas respectivas datas, as próximas matérias especiais sobre esses outros afundamentos.

Sobre o Cruzador “Bahia”

O navio, à época, era comandado pelo Capitão de Fragata Garcia D’Ávila Pires de Albuquerque. Afundado a cerca de 500 milhas náuticas de Recife, a embarcação nunca foi encontrada.

Lançado ao mar em 1909, na Inglaterra, o “Bahia” foi incorporado à Esquadra Brasileira em 21 de maio de 1910. Símbolo da modernização naval do Brasil no início do século XX, possuía 122 metros de comprimento, velocidade de até 27 nós (50 km/h) e contava com couraças de proteção. Durante a Primeira Guerra Mundial, foi o navio-capitânia da Divisão Naval em Operações de Guerra (DNOG), enfrentando tanto os riscos do conflito quanto a pandemia de gripe espanhola, que atingiu grande parte da tripulação em 1918.

Os números do Cruzador “Bahia”
Tipo: Cruzador-ligeiro;
Estaleiro: Armstrong, New-Castle-on-Tyne (Inglaterra);
Lançamento ao mar: 20 de janeiro de 1909;
Incorporação à Marinha do Brasil: 21 de maio de 1910;
Afundamento: 4 de julho de 1945;
Comprimento total: 122,38 m;
Deslocamento: 3.100 toneladas;
Armamento original: 10 canhões Armstrong de 120 mm, 6 canhões de 47 mm, 2 tubos lança-torpedos de 450 mm;
Tripulação: 20 oficiais e 355 praças.

Linha do Tempo
1910 – Incorporado à Marinha do Brasil;
1918 – Torna-se navio-capitânia da DNOG na Primeira Guerra Mundial;
1924–1927 – Passa por grande modernização;
1942 – Integra a recém-criada Força Naval do Nordeste na Segunda Guerra Mundial;
1945 – Afunda em missão de apoio à ponte aérea aliada, no Atlântico Equatorial, a cerca de 500 milhas náuticas de Recife (PE).

Participação na Segunda Guerra Mundial
67 comboios protegidos;
15 patrulhas navais;
101.971 milhas navegadas;
Mais de 700 navios mercantes escoltados;
357,5 dias de mar em missões de guerra.

Fonte: Agência Marinha de Notícias
Acesse: https://www.agencia.marinha.mil.br/

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Barco Brasil larga para quarta etapa da Volta do Mundo Globe 40 https://rumoaomar.org.br/esporte/barco-brasil-larga-para-quarta-etapa-da-volta-do-mundo-globe-40/ Tue, 18 Feb 2025 12:00:00 +0000 https://rumoaomar.org.br/?p=565 A quarta etapa da Volta ao Mundo Globe 40 teve início nesta quinta-feira (1º), em Sydney (Austrália). As duplas largaram com destino a Valparaíso (Chile) para uma regata de 6.390 milhas náuticas, equivalente a 11.834,28 quilômetros. A previsão de chegada dos primeiros veleiros é para 31 de janeiro. A perna rumo à América do Sul […]

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A quarta etapa da Volta ao Mundo Globe 40 teve início nesta quinta-feira (1º), em Sydney (Austrália). As duplas largaram com destino a Valparaíso (Chile) para uma regata de 6.390 milhas náuticas, equivalente a 11.834,28 quilômetros. A previsão de chegada dos primeiros veleiros é para 31 de janeiro.

A perna rumo à América do Sul tem coeficiente 3 no sistema de pontuação, o que torna o resultado entre os primeiros colocados decisivo para a classificação geral. Depois do Chile, os veleiros sobem o Atlântico rumo a Recife (PE).

Ainda se recuperando das comemorações de Ano Novo, os veleiros partiram às 15h, horário local (4h UTC), do Porto de Sydney para etapa rumo ao Chile. Os velejadores vão percorrer em linha reta, um percurso que os levará mais uma vez às latitudes mais baixas do planeta pelo Oceano Pacífico, com um limite de 50° Sul, conforme estabelecido pelas regras da regata.

Os barcos da Classe 40 terão que cruzar nada menos que todo o Oceano Pacífico, da costa australiana à costa chilena, com a Nova Zelândia como a última massa de terra antes do grande salto para o vazio oceânico.

O Barco Brasil, comandado por José Guilherme Caldas e Luiz Bolina, lidera a categoria Sharp da Class40 com 9 pontos, à frente do francês Free Dom, que soma 13,5 pontos. Na classificação geral, que inclui o prólogo entre Lorient (França) e Cádiz (Espanha), o líder é o francês Credit Mutuel, enquanto o representante brasileiro aparece na primeira posição entre os Sharp.

“Uma partida emocionante, com muitos amigos e família, só que do outro lado do mundo. Na preparação da largada tivemos dois incidentes: o cabo do lazy jack se soltou e precisei içar o Bolina no mastro, depois um jibe involuntário me atingiu na cabeça”, relatou José Guilherme Caldas. “Largamos bem e saímos da baía em primeiro entre os Sharp, mas o vento diminuiu, o que não nos favorece. Vamos ver como estará amanhã de manhã”, completou o velejador.

A Globe 40 reúne sete veleiros de diferentes países e adota um sistema de pontuação em que vence quem somar menos pontos ao final do percurso. A regata é disputada em barcos Class40, divididos entre as categorias Scow, de proa larga e projeto mais recente, e Sharp, de proa fina, que também contam com uma premiação específica ao término da volta ao mundo.

O Barco Brasil

A Globe40 é realizada em duplas, com a possibilidade de troca de um dos tripulantes a cada etapa, reforçando seu caráter internacional e de resistência. Entre as sete equipes presentes, apenas o Barco Brasil terá os mesmos dois velejadores, José Guilherme Caldas e Luiz Bolina, na disputa de todas as pernas, representando um desafio ainda maior.

O time brasileiro também é o único sem patrocínios na regata, dependendo de recursos próprios. O barco conta com um projeto na Lei de Incentivo ao Esporte, ainda em análise pelos órgãos competentes.

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Ação da Marinha e da PF apreende 3,6 toneladas de cocaína na costa de Pernambuco https://rumoaomar.org.br/marinha/acao-da-marinha-e-da-pf-apreende-36-toneladas-de-cocaina-na-costa-de-pernambuco/ Fri, 22 Sep 2023 17:39:51 +0000 https://rumoaomar.org.br/?p=1455 Uma ação interagências entre a Marinha do Brasil (MB) e a Polícia Federal (PF) resultou na apreensão de 3,6 toneladas de cocaína na manhã desta terça-feira (19), na costa do estado de Pernambuco. Essa foi a maior apreensão de cocaína realizada no mar brasileiro. A ação faz parte da Operação “Ágata Nordeste”, que representa um […]

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Uma ação interagências entre a Marinha do Brasil (MB) e a Polícia Federal (PF) resultou na apreensão de 3,6 toneladas de cocaína na manhã desta terça-feira (19), na costa do estado de Pernambuco. Essa foi a maior apreensão de cocaína realizada no mar brasileiro. A ação faz parte da Operação “Ágata Nordeste”, que representa um esforço conjunto das forças de segurança e fiscalização para combater os crimes transfronteiriços e ambientais.

Durante a ação, um Navio-Patrulha de 500 toneladas, da MB, que transportava os Agentes da PF, abordou a embarcação “PALMARES 1”. No momento da abordagem, havia cinco tripulantes na embarcação, que tinha como destino a África. A apreensão ocorreu a 18 milhas náuticas de Recife (PE), o que equivale a, aproximadamente, 33 quilômetros. Após apreendida, a “PALMARES 1” foi rebocada pelo Navio-Patrulha para o Porto do Recife.


As 3,6 toneladas de cocaína tinham a África como destino

Operações Interagências

O ambiente operacional marítimo e fluvial brasileiro é amplo, com 5,7 milhões de km² de área marítima, denominada Amazônia Azul, e 64 mil km de malha hidroviária planejada. Essa imensa área é porta de entrada e de saída para o comércio nacional e internacional, movimentando, de forma significativa, a economia brasileira. Contudo, ela é também ambiente de diversas ameaças como a pesca ilegal, contrabando e o tráfico de entorpecentes.

Para proteger e monitorar as Águas Jurisdicionais Brasileiras, a MB desenvolveu o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz). A ferramenta integra diversos equipamentos e sistemas e está conectada às redes de órgãos como PF, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Receita Federal e Petrobras, e de empresas capazes de fomentar e compartilhar informações relevantes. As informações obtidas por meio do SisGAAz contribuem para a realização de operações decorrentes de Inteligência Marítima.

Os números mostram que as ações conjuntas têm alcançado resultados relevantes no combate a ilícitos. De 2020 até o momento, elas resultaram na apreensão de mais de 17 toneladas de cocaína, 4,3 toneladas de haxixe, 695 toneladas de cigarro, 113,34 toneladas de pescado, 15,7 toneladas de maconha e 3.146 m³ de madeira. Nesse contexto, a Marinha tem cooperado com órgãos federais para a repressão aos delitos, quanto ao uso do mar, águas interiores e áreas portuárias, podendo ser na forma de apoio logístico, de inteligência, de comunicações, como também na área de instrução. A Operação “Ágata Nordeste” é apenas uma das diversas operações interagências que ocorrem durante o ano.

Ações conjuntas possibilitam que os órgãos envolvidos consigam potencializar suas capacidades e mitigar possíveis limitações. Elas podem ser nacionais ou internacionais, e envolvem órgãos governamentais e não governamentais. Além da PF, a Marinha tem atuado conjuntamente com órgãos como a Receita Federal, o Ibama, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ).

Navio-Patrulha de 500 toneladas

A Marinha possui três Navios-Patrulha de 500 toneladas, pertencentes à Classe “Macaé”. Eles têm a missão de contribuir para a segurança do tráfego marítimo e para a defesa dos interesses estratégicos brasileiros na Amazônia Azul, por meio de atividades de patrulhamento, de inspeção naval e de salvaguarda da vida humana no mar.

O Navio-Patrulha de 500 toneladas, por possuir maior autonomia para longas distâncias, maior raio de ação, além de arquitetura naval desenvolvida para enfrentar as condições adversas em alto-mar, é uma embarcação adequada para a realização de missões como a Operação “Ágata”, em que se torne necessário alcançar a Fronteira Molhada do Brasil na Amazônia Azul.

PAC

O novo Programa de Aceleração do crescimento (PAC), anunciado pelo Governo Federal, contempla investimentos para novos Navios-Patrulha. Com isso, a Marinha espera incorporar o Navio-Patrulha “Mangaratiba”, em construção no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, com previsão de entrega para 2025, além de dois Navios-Patrulha de 500 toneladas também abarcados pelo novo PAC. Entretanto, o Programa não prevê investimentos para o SisGAAz.

Fonte: Agência Marinha de Notícias
Acesse: https://www.marinha.mil.br/agenciadenoticias/

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Conheça os principais eventos em comemoração ao Dia da Marinha https://rumoaomar.org.br/marinha/conheca-os-principais-eventos-em-comemoracao-ao-dia-da-marinha/ Sun, 11 Jun 2023 14:04:53 +0000 https://rumoaomar.org.br/?p=1445 Para marcar as comemorações do Dia da Marinha, será realizada uma série de atividades que relembram os 158 anos da Batalha Naval do Riachuelo e apresentam a importância do Poder Naval para a consolidação da soberania. Os eventos ocorrerão em todo o País, com destaque para as visitações públicas aos navios da Marinha do Brasil […]

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Para marcar as comemorações do Dia da Marinha, será realizada uma série de atividades que relembram os 158 anos da Batalha Naval do Riachuelo e apresentam a importância do Poder Naval para a consolidação da soberania. Os eventos ocorrerão em todo o País, com destaque para as visitações públicas aos navios da Marinha do Brasil (MB) e a Parada Naval, na cidade do Rio de Janeiro (RJ).
O Dia da Marinha celebra a vitória brasileira na Batalha Naval do Riachuelo, ocorrida em 11 de junho de 1865, um dos eventos decisivos da Guerra da Tríplice Aliança (1864 – 1870), oportunidade para honrar a memória daqueles heróis e reafirmar o compromisso dos marinheiros em prol da Defesa da Pátria.
Acompanhe os eventos comemorativos do Dia da Marinha:
Rio de Janeiro (RJ)

09/06 – Apresentação da Banda de Música do Grupamento de Fuzileiros Navais do Rio de Janeiro nas proximidades do Museu do Amanhã, às 11h30;
09 a 13/06 – Visitação pública ao Navio-Veleiro “Cisne Branco, próximo ao Museu do Amanhã”, de 11h às 17h. A entrada é gratuita;
11/06 – Exposição de veículos blindados do Corpo de Fuzileiros Navais na Praia de Copacabana (em frente ao Copacabana Palace), às 08h;
11/06 – Parada Naval e Aeronaval com a participação dos navios e aeronaves da Marinha do Brasil na orla do Rio de Janeiro com início no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste, seguindo até Marinha do Brasil: Protegendo nossas riquezas, cuidando da nossa gente
www.marinha.mil.br a Zona Sul e passando pelas praias do Recreio, Barra da Tijuca, São Conrado, Leblon, Ipanema,
Copacabana e Leme, a partir das 08h35;
11/06 – Apresentação da Banda Marcial do Corpo de Fuzileiros Navais, às 10h, na praia de Copacabana, nas proximidades do Copacabana Palace;
11/06 – Apresentações das Bandas de Música e Marcial do Corpo de Fuzileiros Navais, durante abertura do jogo Flamengo X Grêmio, no Estádio Maracanã, às 17h; e

22/06 – Parada Após o Pôr do Sol alusiva ao “11 de junho – Dia da Marinha” na Fortaleza de São José da Ilha das Cobras, às 19h. A entrada é mediante convite.
São Paulo (SP)
09/06 – Apresentação da Banda de Música do Comando do 8º Distrito Naval no Teatro Municipal Professora Zita de March, em Barra Bonita, às 19h30;
24/06 – Apresentação da Banda de Música do Comando do 8º Distrito Naval no Shopping Raposo, às 13h30; e

24 e 25/06 – Visitação pública à Fragata “Liberal”, no porto de Santos, no dia 24 de junho, das 14h às 17h, e no dia 25 de junho, das 08h às 17h. A entrada é gratuita.
Brasília (DF)
11/06 – Regata de Remo Escaler do Circuito Poder Marítimo no Clube Almirante Alexandrino (CAALEX), às 08h. A entrada é mediante convite;
11/06 – Cerimônia de Substituição da Bandeira Nacional na Praça dos Três Poderes, Esplanada dos Ministérios, às 10h; e Até 5 de agosto – 43º Salão de Arte Riachuelo, na Galeria de Arte Casa Thomas Jefferson.
De segunda a sexta, das 08h às 19h, e aos sábados, das 08h às 12h.
Salvador (BA)
10/06 – Apresentação da Banda de Música do Comando do 2º Distrito Naval, durante abertura do jogo Bahia X Cruzeiro, no Estádio Arena Fonte Nova, às 18h30;
10 e 11/06 – Exposição militar no Shopping Barra – L4 Norte, em frente ao cinema, durante todo o dia;

11/06 – Apresentação da Banda de Música do Comando do 2º Distrito Naval no Shopping Barra, na Praça Central, das 15h às 15h40; e
15/06 – Parada Naval com a participação dos navios da Marinha do Brasil sediados em Salvador, com início na praia do Rio Vermelho, seguindo em direção à Base Naval de Aratu e passando pelas praias de Ondina, Farol da Barra e Porto da Barra, a partir das 12h.
Belém (PA)
10 e 11/06 – Visitação Pública aos Navios-Patrulha “Bocaina” e “Guarujá”, no Cais da Escadinha, ao lado da Estação das Docas, das 09h às 16h. A entrada é gratuita;
11/06 – Corrida da Batalha Naval do Riachuelo, com largada às 06h, em frente ao prédio histórico do Comando do 4° Distrito Naval, no bairro da Cidade Velha. As inscrições podem ser realizadas até o dia 7 de junho, no site centraldacorrida.app.br; e
11/06 – Apresentação da Banda de Música do 2º Batalhão de Operações Ribeirinhas no Shopping Bosque Grão-Pará, às 19h.
Manaus (AM)
09/06 – Campanha de Vacinação no Shopping Studio 5, a partir das 09h;
11/06 – Parada Naval com a participação dos navios da Marinha do Brasil sediados em Manaus, na orla de Ponta Negra, a partir das 10h;
ü 11/06 – Apresentação da Banda de Música do Comando do 9º Distrito Naval na Casa de Praia Zezinho Corrêa, na Praia de Ponta Negra, às 10h;
11 a 14/06 – Visitação pública ao Navio-Patrulha Fluvial “Roraima”, no Cais das Torres, de 9h às 16h; e
11 e 12/06 – Realização de Assistência médico-hospitalar no município de Careiro da Várzea, durante todo o dia.
Recife (PE)
10/06 – Corrida/Caminhada alusiva ao Dia da Marinha. Largada às 8h, em frente à sede da Capitania dos Portos de Pernambuco;
10 e 11/06 – Visitação pública ao Navio-Patrulha “Grajaú”, no Porto do Recife, das 9h às Marinha do Brasil: Protegendo nossas riquezas, cuidando da nossa gente
15h. A entrada é gratuita; e
17/06 – Regata alusiva ao Dia da Marinha no Cabanga Iate Clube de Pernambuco, com largada às 10h.
Fortaleza (CE)
10/06 – Visitação pública ao Navio-Patrulha “Macau”, no Cais do Porto, das 13h às 16h. A entrada é gratuita; e
11/06 – Passeio Ciclístico alusivo ao Dia da Marinha, na orla de Fortaleza. Largada às 7h,
na Escola de Aprendizes-Marinheiros do Ceará.
Natal (RN)
10 e 11/06 – Regata alusiva ao Dia da Marinha no Iate Clube do Natal, com largada às 9h. A participação é gratuita;
11/06 – Corrida alusiva ao Dia da Marinha. Largada às 7h, na Praia do Forte. A
participação é gratuita; e
17/06 – Apresentação da Banda de Música do Grupamento de Fuzileiros Navais de Natal,
no Parque das Dunas, às 15h30.
Rio Grande do Sul (RS)
07/06 – Exposição de materiais e meios militares da Marinha do Brasil e apresentação da Banda do Grupamento de Fuzileiros Navais do Rio Grande, das 10h às 17h, na Escola Estadual de Ensino Fundamental Almirante Tamandaré, Avenida dos Arquipélagos, 111, Parque Marinha, em Rio Grande; e
10/06 – Limpeza das margens do Rio Uruguai, com concentração na Praça da Santinha, em Uruguaiana, a partir das 16h30.
Florianópolis (SC)
07/06 – Mutirão de limpeza e palestras educacionais na Escola de Educação Básica América Dutra Machado, a partir das 08h.
Marinha do Brasil: Protegendo nossas riquezas, cuidando da nossa gente

Cabedelo (PB)
10 e 11/06 – Visitação pública ao Navio-Patrulha “Goiana”, no ROTAMAR Terminal Pesqueiro, das 14h às 17h30. A entrada é gratuita.
Corumbá (MS)
16/06 – Apresentação da Banda de Música do Comando do 6º Distrito Naval em Corumbá, às 17h;
17 e 18/06 – Visitação pública a navio da Marinha, das 09h às 16h, no Porto Geral de Corumbá; e
17 e 18/06 – Exposição de materiais militares e palestra sobre como ingressar na Marinha, das 09h às 16h, no Porto Geral de Corumbá

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Aventureiro 4, de Hans Hutzer, é o Fita Azul na Refeno https://rumoaomar.org.br/esporte/aventureiro-4-de-hans-hutzer-e-o-fita-azul-na-refeno/ Mon, 26 Sep 2022 20:00:02 +0000 https://rumoaomar.org.br/?p=682 Ao completar 50 anos em 2022, o velejador pernambucano Hans Hutzler se desafiou ao decidir encarar a missão de realizar em solitário a travessia da 33ª edição da Regata Internacional Recife Fernando de Noronha (Refeno). O prêmio da aventura veio da melhor forma possível: a bordo do Aventureiro 4 (nome mais propício não haveria), foi […]

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Ao completar 50 anos em 2022, o velejador pernambucano Hans Hutzler se desafiou ao decidir encarar a missão de realizar em solitário a travessia da 33ª edição da Regata Internacional Recife Fernando de Noronha (Refeno). O prêmio da aventura veio da melhor forma possível: a bordo do Aventureiro 4 (nome mais propício não haveria), foi o primeiro a cruzar o Mirante do Boldró na noite deste domingo (25/09) – já depois das 23h (horário local) e 22h (do Recife) -, consequentemente sendo o Fita Azul da Refeno 2022. O veleiro completou as 300 milhas náuticas (560 km) até o arquipélago de Fernando de Noronha em 32 horas, 49 minutos e 56 segundos. O percurso foi realizado em um tempo maior do que o previsto em virtude da fraca intensidade dos ventos. 

A partida, com 81 embarcações, ocorreu no começo da tarde de sábado (24/09), do Marco Zero do Recife. A disputa pela segunda colocação segue acirrada madrugada adentro entre o Jahu 2 (BA) e o Boto (SP).

Nunca um velejador solitário se lançou no desafio de fazer uma Refeno num barco tão grande, de 51 pés (mais de 15 metros).  Somente quatro outros velejadores fizeram essa regata solo: Carlos Portela, no Delta 26 Glasnost II em 1996; Izabel Pimentel, a bordo de um Mini Transat – 21 pés em 2008; Kan Chuh, também a bordo de um Mini Transat – 21 pés em 2012; além de Carlos Bianco Fernandez, no Winsdom – 28 pés em 2016 e 2019.

O Aventureiro 4 quebra também uma hegemonia de dois barcos que já durava sete anos. De 2014 a 2017, o Fita Azul foi o Camiranga (RS); já as últimas três edições (2018, 2019 e 2021) foram dominadas pelo Patoruzú (PE) – em 2020 não houve regata em virtude da pandemia de Covid-19.

Falando no Patoruzú, que era o grande favorito ao tetra, o trimarã do comandante Carlito Moura passou seis horas à deriva em virtude do rompimento do cabo de aço que une as estruturas dos cascos. Outro que teve problema foi o Benevento (PR), do comandante italiano Ermenegildo Ignelzi, que teve que seguir para o Iate Clube da Paraíba, em Cabedelo/PB, ao ter rasgada a vela mestra.  

PRESENTE DOS SONHOS

Vencer a Regata Recife Fernando de Noronha é o presente dos sonhos de Hans Hutzler, que surpreendeu muita gente quando anunciou sua ideia de correr a Refeno 2022 em solitário. Isso porque o Aventureiro 4 foi trazido navegando da França em 2020 por Hans, sua esposa Karina, o filho Felipe (na época com 8 anos) e os amigos Rafael Chiara e Paulo Carvalho. Possui uma grande estrutura interna, com geladeira, freezer, ar condicionado, gerador e dessalinizador, por exemplo.  Antes de zarpar, Hans Hutzler tinha evidenciado que o barco oferecia todas as condições de fazer a travessia nessas características. E ele provou que estava certo.

A Regata Internacional Recife Fernando de Noronha foi mais um desempenho positivo do barco. Em 2021, foi Campeão Pernambucano de Veleiros de Oceano na classe dos multicascos e em sua estreia na Refeno, ano passado, chegou menos de 12 minutos depois do Fita Azul, o conterrâneo Patoruzú.

Em julho deste ano, o Aventureiro 4 participou da Semana Internacional de Vela de Ilhabela e foi campeão vencendo todas as seis regatas da classe multicasco. Era a primeira participação de um barco pernambucano naquele que é o maior campeonato de vela de oceano do país e o barco pernambucano tratou de fazer história. Em janeiro deste ano, a família Hutzler zarpou para um ano sabático seguindo do Recife até Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Passou oito meses explorando o Sul e parte do Sudeste.
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CALENDÁRIO

E o Aventureiro 4, agora com status de Fita Azul da Refeno, já tem uma nova missão programada. Em novembro, seguirá para a Cidade do Cabo, na África do Sul, para participar da regata transatlântica Cape2Rio (da Cidade do Cabo para o Rio de Janeiro).

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Veleiros da Ilha contrata técnico de campeão mundial https://rumoaomar.org.br/esporte/veleiros-da-ilha-contrata-tecnico-de-campeao-mundial/ Wed, 05 Jan 2022 12:42:29 +0000 https://rumoaomar.org.br/?p=420 Xandi Paradeda é o novo coordenador de vela do Iate Clube de Santa Catarina. Técnico do atual campeão de Optimist, o brasileiro Alex Kuhl, Xandi traz muita experiência na bagagem para comandar as classes Optimist, Snipe, Laser e 29er do Veleiros da Ilha.  Como treinador, além de formar o único brasileiro campeão mundial de Optimist […]

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Xandi Paradeda é o novo coordenador de vela do Iate Clube de Santa Catarina. Técnico do atual campeão de Optimist, o brasileiro Alex Kuhl, Xandi traz muita experiência na bagagem para comandar as classes Optimist, Snipe, Laser e 29er do Veleiros da Ilha. 

Como treinador, além de formar o único brasileiro campeão mundial de Optimist em 2021, Xandi tem duas passagens olímpicas, 2008, em Pequim, com o velejador André Fonseca (49er), e em 2021, nas Olimpíadas de Tóquio, com o atleta Jorge Zarif (Finn). 

Conhecido por sua experiência em diversas classes, Xandi coleciona muitos títulos como atleta. Entre eles o de Campeão Mundial de Snipe, em 2001, duas medalhas em pan-americanos, ouro em no Rio (2007) e prata em Winnipeg, Canadá (1999), além de inúmeras conquistas nacionais e internacionais em classes de Vela de Oceano e Monotipos. 

Após passar um período de adaptação em Florianópolis, onde pode avaliar diversos pontos técnicos, o treinador já se encontra em Recife (PE) para acompanhar os velejadores do Veleiros da Ilha no Campeonato Brasileiro de Optimist. “O Iate Clube de Santa Catarina está muito bem estruturado e com uma Comodoria com vontade e apoiando muito a vela. Temos ótimos profissionais e condições para trabalhar. Com certeza será um grande desafio, mas com ótimas perspectivas”, avalia Xandi. 

Para Xandi, são dois o desafios iniciais: aumentar o número de velejadores na Escola de Vela e focar no desempenho das equipes de rendimento. “A vela de base é fundamental para formarmos novos atletas. Por isso a Escola é tão importante. O Iate Clube de Santa Catarina sempre foi referência na formação de atletas e espero que a gente consiga dar continuidade e ampliar esse trabalho’, completa. 

Além do Campeonato Brasileiro de Optimist, que começa no dia 9 de janeiro, Xandi tem outros três compromissos com as equipes de Vela do Veleiros da Ilha no mês de janeiro, todos em Pernambuco. De 6 a 9 ocorre a Copa Brasil de Estreantes, de 9 a 17 o Brasileiro de OP, depois, de 16 a 23 tem o Campeonato Brasileiro de 29er, enquanto entre 22 e 30 encerra-se o calendário com a Copa da Juventude. 

Confira a entrevista com Xandi Paradeda

O que te motivou a escolher Florianópolis e o Veleiros da Ilha para o novo desafio profissional?

Eu Sempre velejei aqui. Tenho muitos amigos no Clube. Sempre houve uma vontade mútua, entre mim e o Comodoro Júnior de trabalharmos juntos. Este ano surgiu a oportunidade e fechamos a parceria.

Você conhece bem a cidade. O que acha da estrutura do Clube? E da raia de Jurerê?

O Veleiros da Ilha tem ótima estrutura, e a raia de Jurerê é a melhor do Brasil. Agora é trabalhar para desenvolver ainda mais a vela do Clube.

Quais são os principais desafios e qual o seu objetivo por aqui?

O Maior desafio é aumentar o número de velejadores do clube e, consequentemente, atingir ótimos resultados.

O que está achando de morar em Florianópolis?

Morar aqui é um privilégio. Eu e minha família estamos muito felizes.

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Patoruzú (PE) bate seu recorde na chegada à Fernando de Noronha na Refeno https://rumoaomar.org.br/esporte/patoruzu-pe-bate-seu-recorde-na-chegada-a-fernando-de-noronha-na-refeno/ Mon, 27 Sep 2021 22:54:27 +0000 https://rumoaomar.org.br/?p=761 Crédito: Tsuey Lan Bizzocchi/Cabanga O Fita Azul da Refeno 2021 é pela terceira vez consecutiva do Patoruzú (PE)! Com nove tripulantes, a embarcação recifense chegou à ilha de Fernando de Noronha na tarde deste domingo (26/09), no Mirante do Boldró, às 14h18m58s. Completou a travessia em 24h48m58s após partida do Marco Zero do Recife, no […]

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Crédito: Tsuey Lan Bizzocchi/Cabanga

O Fita Azul da Refeno 2021 é pela terceira vez consecutiva do Patoruzú (PE)! Com nove tripulantes, a embarcação recifense chegou à ilha de Fernando de Noronha na tarde deste domingo (26/09), no Mirante do Boldró, às 14h18m58s. Completou a travessia em 24h48m58s após partida do Marco Zero do Recife, no último sábado (25/09), exatamente às 13h30. 

Além de conquistar a 32ª Regata Internacional Recife-Fernando de Noronha, o Patoruzú bateu seu próprio recorde de tempo. Em 2019, o veleiro partiu do Marco Zero no sábado, às 13h30, e foi o primeiro a chegar em Fernando de Noronha, no domingo, às 17h15. O percurso durou 27h45m35s, tempo superior ao de 2018, quando fez em 25h58m12s e também levou o Fita Azul.

No título deste ano, o Patoruzú foi comandado pelo capitão Carlos Moura, mais conhecido como Carlito. Ele também esteve presente na tripulação em 2018 e 2019, com Higinio Marinsalta, argentino radicado em Pernambuco há 40 anos, à frente do Trimarã. 

Os barcos percorrem um total de 300 milhas náuticas, o equivalente a 560 quilômetros, na maior travessia oceânica do Brasil e da América Latina.

Ao todo, 700 velejadores chegarão ao Mirante do Boldró, espaço de cerca de 500 metros que fica de frente para a praia do mesmo nome. O local é famoso pela vista pôr do sol. As últimas embarcações têm previsão de chegada para terça-feira (28/09). 

Números

Das 77 embarcações que partiram do Marco Zero, 14 são de Pernambuco, três a menos em relação à Bahia, estado com mais barcos entre os nordestinos. 

Dos 16 estados brasileiros participantes Refeno 2021, principal travessia oceânica do Brasil, cinco são do Nordeste. Além de Pernambuco e da Bahia, Alagoas, Rio Grande do Norte e Sergipe também representam a região, cada estado com uma embarcação. No total, são 34 veleiros nordestinos.

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