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Arquivo de Ilha de Itaparica - Rumo ao Mar https://rumoaomar.org.br/?taxonomy=lugar&term=ilha-de-itaparica Tudo sobre o mar Sun, 03 May 2026 12:30:46 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.7 Ferryboat é afundado para criar recife artificial em Salvador https://rumoaomar.org.br/meteorologia-oceanografia/ferryboat-e-afundado-para-criar-recife-artificial-em-salvador/ Thu, 30 Oct 2025 12:00:00 +0000 https://rumoaomar.org.br/?p=1402 Crédito: Matheus Landim/GOVBA O ferryboat Juracy Magalhães, que operou por quase 46 anos na travessia Salvador-Itaparica, foi afundado de forma controlada, nesta sexta-feira (21), para a criação de um recife artificial marinho no Rio Vermelho, em Salvador. Ação conjunta da Secretaria do Turismo (Setur) com o Inema e a Marinha do Brasil, a embarcação foi […]

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Crédito: Matheus Landim/GOVBA

O ferryboat Juracy Magalhães, que operou por quase 46 anos na travessia Salvador-Itaparica, foi afundado de forma controlada, nesta sexta-feira (21), para a criação de um recife artificial marinho no Rio Vermelho, em Salvador. Ação conjunta da Secretaria do Turismo (Setur) com o Inema e a Marinha do Brasil, a embarcação foi inspecionada para remoção de possíveis espécies invasoras e adaptada para mitigação dos impactos ambientais.

Um dos biólogos do Inema, Marcelo Peres explicou que, após a operação, em apenas um ano o ferry será tomado por corais e espécies marinhas de todo tipo. “Fizemos os estudos prévios de sedimentos, de biodiversidade do local, onde poderia ocorrer o afundamento e, posteriormente, fizemos quatro vistorias para que não haja nenhum tipo de resíduo que possa trazer algum impacto negativo para o meio ambiente. Então, foram quatro inspeções, a gente avaliou também a presença de espécies invasoras e nossa expectativa é bem positiva para a biodiversidade e para o turismo do Estado”, dividiu em reportagem do jornal Tribuna da Bahia.

A estrutura naufragada servirá como habitat para diversas espécies marinhas e favorecerá estudos científicos, que estão sendo realizados pelo governo baiano desde os primeiros afundamentos controlados do ferry Agenor Gordilho e de um navio de reboque, realizados em novembro de 2020. O secretário do Turismo, Maurício Bacelar, destacou que cerca de nove embarcações já foram naufragadas em áreas próximas à costa de Salvador e na Baía de Todos-os-Santos, mas que a submersão controlada tem a característica de compensação ambiental.

“Nós temos naufrágios registrados por acidentes, pelas guerras da Independência da Bahia, do século XIX, mas queremos com os afundamentos planejados transformar Salvador no maior parque de turismo de mergulho do mundo urbano. As nossas embarcações afundadas estão muito perto do litoral, o que possibilita que mergulhadores amadores possam, em pouco tempo, sendo treinados, ter essa experiência”, contou sobre o impacto no turismo para a capital.

A embarcação tem aproximadamente 800 toneladas e 71 metros de comprimento. A estrutura foi afundada a quatro quilômetros da costa e a 30 metros de profundidade na região do Largo da Mariquita. À frente de uma empresa de mergulho, Tania Corrêa conta como a experiência com o ferry Agenor Gordilho tem repercutido no turismo náutico desde 2020.

“Um recife artificial é um aglutinador, uma casa para os animais marinhos. Então, o Agenor Gordilho, mesmo, está todo coberto de corais hoje. No mergulho encontramos alguns animais que são ameaçados de extinção. Isso é muito importante para a natureza e para o turismo. Você dá um upgrade no turismo local, mergulhadores de todo mundo vêm mergulhar em naufragios que só existem aqui”, enfatizou a empresária, que também é instrutora de mergulho há 25 anos.

Segundo a Setur-BA, o turismo náutico e de mergulho têm se consolidado como segmentos no turismo. Desde a última ação, em 2020, ocorreu um aumento de cerca de 435% na procura por atividades de mergulho, em comparação com a temporada anterior à pandemia.

Sobre o ferry

O ferry Juracy Magalhães começou a operar em 5 de dezembro de 1972, realizando a travessia Salvador-Itaparica, até ser retirado de circulação em 16 de novembro de 2018.

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A Blitz de Evandro Mesquita https://rumoaomar.org.br/esporte/a-blitz-de-evandro-mesquita/ Tue, 18 Feb 2025 12:00:00 +0000 https://rumoaomar.org.br/?p=824 Por Gabriel Pierin @gabriel_pierinEle nasceu há 10 mil anos atrás, no Rio de Janeiro. A vida repleta de acontecimentos define o carioca Evandro Mesquita. Filho de um pai descendente de nobres portugueses no Brasil e de uma mãe de origem libanesa, o típico menino do Rio passou a infância e adolescência entre Ipanema e Leblon, […]

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Por Gabriel Pierin @gabriel_pierin
Ele nasceu há 10 mil anos atrás, no Rio de Janeiro. A vida repleta de acontecimentos define o carioca Evandro Mesquita. Filho de um pai descendente de nobres portugueses no Brasil e de uma mãe de origem libanesa, o típico menino do Rio passou a infância e adolescência entre Ipanema e Leblon, reduto da liberdade e da contracultura.
No caminho para a praia ele sempre passava pelo Bar do Veloso (hoje Garota de Ipanema), onde se encontravam Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Chico Buarque, Jaguar, Ziraldo, Leila Diniz, entre outros ilustres intelectuais. Guiado por esse ambiente vibrante, ele se lançava ao mar em sua pranchinha de isopor da Planonda. Sua lembrança mais antiga de surfe é a de Arduíno Colassanti, ator ítalo-brasileiro, pegando onda no Arpoador junto ao Mário Bração, Paulette, Tito Rosemberg e outros surfistas pioneiros.
Estudante no Ginásio do André Marois, Evandro acompanhou os efeitos da ditadura de perto. A escola, fundada pela sua mãe, Samira de Mesquita, ao lado das professoras Henriete Amado e Circe, seguia à risca o lema Liberdade com Responsabilidade, um afronto aos ditames da época.
A escola que não tinha porta na sala da direção, ironicamente teve suas portas da frente fechadas pelo governo. Apesar disso ela motivou o livro Uma Experiência Interrompida, além de uma infinidade de alunos, entre eles Evandro e Otávio Pacheco, que não deixavam a escola nem nas férias, imersos em atividades criativas e esportivas ao som de Beatles e Rolling Stones na
vitrola. O colégio, literalmente, era deles.
Inspirado pelo icônico filme Endless Summer e pelas peças de teatro Hair e Hoje é Dia de Rock, Evandro traçou o seu destino. Fez curso de teatro e ingressou no elenco de Hoje é Dia de Rock, junto aos mestres Rubens Correa, Ivan de Albuquerque e Klaus Viana. O trabalho lhe rendia alguns trocados, o suficiente para não pesar em casa, naquela altura já sem o pai – Marcos Porciúncula de Mesquita, falecido em 1970 – a mãe viúva, e suas três irmãs.
Com o violão na mão e o pranchão São Conrado no rack, Evandro e Otávio rodavam em busca de boas ondas e curtição. Nessa época Otávio e Paulo Proença, o Rato, tinham descoberto Saquarema e alugaram uma casa de pescador em Itaúna. As noites na praia eram iluminadas pela fogueira e embaladas pelo som das violas e das músicas que cantavam a vida. Era a cidade dos sonhos. Evandro cantaria essa história na música Saquarema, da banda Blitz, dedicada a ela.
A passagem da juventude ficou marcada nas primeiras tatuagens da galera na Lucky Tattoo. Evandro fez parte da primeira turma que pegou o ônibus até as Bocas do Cais de Santos para tatuar no artista dinamarquês. As pinturas de guerra e os cabelos ao vento identificavam essa tribo carioca.
Quando Otávio e o Rato voltaram do Peru, trouxeram histórias da viagem e a fórmula das parafinas Wax Made na bagagem. Evandro Mesquita, um artista nato, desenhou os rótulos da primeira marca de parafina brasileira, a Magic Wax. A arte era herança de família. O pai desenhava muito bem e a avó era professora de Artes. Evandro cresceu rabiscando e o talento virou negócio. Ele desenharia o cartaz da peça Trate-me Leão, a capa da revista Veja do último verão do Píer de Ipanema e o anúncio da Choque Total, marca de Lipe Dylong, pago com uma prancha de surfe.
Entre 1974 e 1975, Evandro embarcou em um Fusca com os amigos Edinho e Joel até Recife pela recém-construída BR-101. Sem dinheiro, desciam as ladeiras na banguela, paravam nas aldeias de pescadores e subiam nos coqueiros para pegar o fruto precioso. Moraram no paraíso de Arempebe por um mês e outros dois em Mar Grande na Ilha de Itaparica.
De volta ao Rio, prestou vestibular para Educação Física na Gama Filho e conquistou 50% de bolsa jogando futebol pelo time da faculdade. Aliás, os amigos dizem que Evandro jogava bola melhor do que surfava. Ele não desmente. O fato é que Evandro cresceu vendo e jogando com os melhores de sua geração. Fez parte da Seleção Carioca de Futebol de Praia, atuando pelo Real Constant. Sua relação com o futebol virou letra da música Nunca joguei com Pelé: “Joguei com Renato, Ronaldo e Romário, Marreca, Rafa e Jacaré, mas nunca joguei com Pelé”.
Logo depois entrou no grupo teatral Asdrubal Trouxe o Trombone. De criação coletiva e anárquica, Asdrubal foi um contraponto na dramaturgia da época. O grupo, formado com Hamilton Vaz Pereira, Regina Casé, Luiz Fernando Guimarães, Perfeito Fortuna, Patrícia
Travassos, Nina de Pádua e Evandro Mesquita, comprou duas kombis para viajar de norte ao sul do país, ministrando oficinas e apresentando a peça.
Durante os anos que se seguiram, Evandro enveredou de vez para a carreira de ator, atuou em filmes icônicos como Rio Babilônia e Menino do Rio, e participou de séries inesquecíveis como Armação Ilimitada, Malhação, a Grande Família, Os Normais e Tapas & Beijos. O artista também foi roteirista do filme Não quero falar sobre isso agora, que lhe rendeu o cobiçado Kikito de Ouro, um dos mais importantes prêmios do cinema brasileiro. De suas inúmeras novelas de sucesso, Bang-Bang e Top Model se destacam. Essa última a sua melhor representação.
Evandro e Saldanha formavam a sinergia perfeita entre um ator e seu personagem. Não à toa, o intérprete do surfista e dono da barraca de sucos e sanduíches naturais mais descolado da teledramaturgia brasileira, viveu um fato pitoresco. Evandro chegava antes das gravações para surfar as ondas da Macumba, uma das locações da novela. Um dia ele caiu no mar sozinho e acabou se acidentando. A rabeta da prancha bateu na sua testa, abrindo um corte que lhe deixou 23 pontos. Ele ainda conseguiu remar até a praia, onde foi socorrido pelo pessoal da produção.
De intensa atividade artística, foi na Blitz que o cantor Evandro Mesquita revelou o seu talento musical para todo o país. Formada em 1981, com Evandro Mesquita (guitarra e voz); Fernanda Abreu e Marcia Bulcão (backing vocals); Ricardo Barreto (guitarra); Antônio Pedro Fortuna (baixo); William “Billy” Forghieri (teclados); e Lobão (bateria), a banda se tornou um sucesso do rock nacional. As músicas irreverentes ganharam rapidamente as rádios e contagiaram uma geração de fãs na década de 1980. Em atividade até hoje, a Blitz atravessou diversas fases lembrando sempre que estamos a dois passos do paraíso, um lugar ainda a ser descoberto…

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Coordenador de pesquisas históricas do Surfe @diniziozzi – o Pardhal

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Projeto Vamos Navegar e Viva Saveiro da Baía de Todos os Santos https://rumoaomar.org.br/mentalidade-maritima/projeto-vamos-navegar-e-viva-saveiro-da-baia-de-todos-os-santos/ Fri, 07 May 2021 23:57:43 +0000 https://rumoaomar.org.br/?p=1299 Projeto Vamos Navegar e Viva Saveiro da Baía de Todos os Santos – a iniciação nos barcos de saveiro para meninos e meninas da ilha de Itaparica, na Baía de Todos os Santos, na Bahia, tradição, projeto e competição de mini-saveiros com a garotada. Confira a reportagem do programa Conexão Bahia da TV Globo. https://gshow.globo.com/Rede-Bahia/conexao-bahia/noticia/regatas-de-mini-saveiros-mantem-cultura-da-embarcacao-viva-na-ilha-de-itaparica.ghtml

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Projeto Vamos Navegar e Viva Saveiro da Baía de Todos os Santos – a iniciação nos barcos de saveiro para meninos e meninas da ilha de Itaparica, na Baía de Todos os Santos, na Bahia, tradição, projeto e competição de mini-saveiros com a garotada.

Confira a reportagem do programa Conexão Bahia da TV Globo.

https://gshow.globo.com/Rede-Bahia/conexao-bahia/noticia/regatas-de-mini-saveiros-mantem-cultura-da-embarcacao-viva-na-ilha-de-itaparica.ghtml

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