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Arquivo de Guarujá - Rumo ao Mar https://rumoaomar.org.br/?taxonomy=lugar&term=guaruja Tudo sobre o mar Sun, 03 May 2026 12:30:33 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.7 Paulo do Tendas https://rumoaomar.org.br/esporte/paulo-do-tendas/ Thu, 24 Jul 2025 12:00:00 +0000 https://rumoaomar.org.br/?p=958 Por Gabriel Pierin Grandes personalidades tornam-se conhecidas pelo nome da cidade ou estado que nasceram. Igualmente, prestigiados surfistas recebem o apelido pela praia que cresceram e se destacaram, mas apenas um ganhou o nome do edifício que marcou época. É o caso de Paulo Tendas, o paulistano que passou a viver no apartamento de veraneio […]

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Por Gabriel Pierin

Grandes personalidades tornam-se conhecidas pelo nome da cidade ou estado que nasceram. Igualmente, prestigiados surfistas recebem o apelido pela praia que cresceram e se destacaram, mas apenas um ganhou o nome do edifício que marcou época. É o caso de Paulo Tendas, o paulistano que passou a viver no apartamento de veraneio da família, no pioneiro Edifício Tendas da Praia das Astúrias, no Guarujá.
Paulo Eduardo Ribeiro Martins já competiu antes mesmo de nascer. Filhos de Arthur Ribeiro Martins e Yvonne Regulski Ribeiro Martins, os gêmeos Paulo e Silvia nasceram em São Paulo, no dia 5 de setembro de 1958, mas foi no Guarujá que Paulinho descobriu o verdadeiro sentido da sua existência. A família descia a serra e curtia os finais de semana e feriados na praia, onde Paulinho, já aos nove anos, lançava sua vara para pescar no canto das Astúrias na companhia do amigo Valter Pieracciani. Os dois também se divertiam com as pranchinhas de madeira, um pequeno pedaço de compensado com bico envergado e encaixe para as mãos, para surfar ondas
de peito.
Filho de uma tenista ranqueada em torneios internacionais, Paulinho tinha muita facilidade nos esportes. Aos doze anos, ele competia pela equipe de voleibol no Mackenzie, escola que estudava na capital. Acometido de bronquite, a família seguia as recomendações médicas para que Paulinho respirasse o ar úmido do litoral. Confiando no tratamento, o menino passou a morar no Guarujá.
Em 1967 conheceu o surfe e ganhou uma prancha Glaspac. Buscando o máximo em performance e superação para sua doença, Paulinho se desafiava. Corria sistematicamente do Canto do Tortuga, na Praia da Enseada, até as Astúrias e era um exímio nadador. Valter acompanhava de prancha o nadador, num percurso em águas abertas, do Canto do Maluf até a Praia do Tombo.
Na transição para as pranchinhas, Paulinho se aproximou de Roberto Teixeira, mais velho e experiente. Ele contou com a ajuda de Roberto para convencer a mãe a deixa-lo entrar de cabeça no surfe e também encomendar uma das sonhadas pranchas do fabricante Thyola, seu futuro patrocinador com a Lightning Bolt.
Nessa época, dois núcleos de surfe formavam na região: um na Praia de Pitangueiras e o outro nas Astúrias, onde se reuniam Paulinho, Valter, Roberto Teixeira, Luís Mello, Marcelo Fló “Magoo”, Chicão, Teto Del Nero, entre outros.
Paulinho começou a vencer campeonatos no Guarujá. Depois encarou as competições pelo litoral norte. Quando surgiram os festivais de Ubatuba e Saquarema logo se destacou. Em 1976, na Praia de Itajaí, Paulinho derrotou Daniel Friedmann no auge. Em 1977 venceu o Torneio Gledson. Paulinho foi várias vezes finalista dos torneios nacionais nos anos 1970 e início dos anos 1980. Dono de um estilo único e um competidor nato, Paulo despertava a simpatia do público, dos outros surfistas e juízes pelo seu carisma inato.
No final de 1978, Tendas partiu para a sua primeira temporada no Havaí, uma viagem de descobrimento e altas ondas. Na temporada 1982/83, em sua segunda viagem ao arquipélago, Paulo Tendas tornou-se o segundo surfista brasileiro a sair com destaque na Revista Surfing, numa foto de capa que imortalizou o surfe paulistano nas ondas de Sunset.
Na terceira e derradeira viagem ao Havaí, no inverno de 1986/87, Paulo Tendas protagonizou um eletrizante episódio em Rock Point. Subindo pela Freeway, passando o morro, ficava o casarão da Miss Milly, uma senhora havaiana bastante influente na comunidade local. Ela criava porcos e galinhas em suas terras, e na parte superior da propriedade mantinha uma hospedaria para estrangeiros, normalmente surfistas que buscavam as ondas de Rock Point, no North Shore havaiano.
Era o primeiro inverno do santista Almir Salazar no Havaí. Os irmãos Salazar e outros brasileiros surfavam Rock Point naquele final de tarde da histórica temporada. Num determinado momento, Almir pegou uma onda e na execução de uma das manobras espirrou
água sobre um havaiano. O surfista não gostou e querendo impor a força do localismo, intimidou o brasileiro. Picuruta saiu em defesa do irmão e o pau comeu entre os brasileiros e havaianos.
Dispostos a levar a briga adiante, os havaianos descobriram o paradeiro dos brasileiros e foram até a casa da Miss Milly. Paulo Tendas, sabendo do ocorrido com os seus conterrâneos, se dirigiu até a propriedade, colocou-se à frente, ameaçou chamar a polícia de imigração e conseguiu apaziguar os ânimos dos locais, estabelecendo a paz. Depois, num ato corajoso, vestiu a camisa da Seleção Brasileira e foi surfar no Backdoor de Pipeline. O episódio tornou-se uma lenda e tempos depois ainda se ouvia falar sobre ele e os santistas.
O legado de Paulo Tendas foi além do mar. O paulistano radicado no Guarujá fez parte de uma série de reportagens chamada Southern Cone Expedition, junto aos fotógrafos da Surfer e outros surfistas internacionais, em artigos que se espalharam pelo Brasil, Uruguai, Argentina e Chile.
Devido ao seu bom relacionamento com a revista internacional, Paulinho trabalhou na Surfer Brasil, junto ao publisher Carlos Lorch, seu companheiro na histórica viagem a Cuba, em plena Guerra Fria. Ele era o diretor comercial e uma das razões do sucesso da publicação. Paulinho também criou uma marca de surfwear, a Expedition. Seu projeto de vida era tornar-se um grande profissional fora d’água, atuando na indústria do surfe. Um sonho que começou na adolescência, quando ele e Valter fabricaram algumas pranchas, com a marca Pawa Surfboards.
A força de sua personalidade também estava na velocidade com que encarava tudo na vida. No reveillon costumava passar a meia noite no mar para ser o primeiro surfista a pegar uma onda no novo ano. A morte também veio prematura, com um terrível assassinato, em 29 de dezembro de 1989.
Sua breve vida repleta de acontecimentos deixou um rastro de admiração e amor. Desde os tempos das Astúrias, ao lado dos amigos Olavo Rolim, Zé Roberto, Luís Mello, Roberto Teixeira, Valter Pieracciani, entre outros, Paulinho Tendas construiu memórias e deixou um
legado que sobrevive ao tempo.
Paulinho foi casado com Paula e juntos tiveram uma filha, Amanda.

Colaboração de Paula Soldani, Roberto Teixeira, Reinaldo Andraus e Valter Pieracciani.
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Coordenador de pesquisas históricas do Surfe @diniziozzi – o Pardhal

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Barcos e tripulações agitam o Iate Clube de Santos à véspera da largada da 74ª Regata Santos-Rio https://rumoaomar.org.br/esporte/barcos-e-tripulacoes-agitam-o-iate-clube-de-santos-a-vespera-da-largada-da-74a-regata-santos-rio/ Tue, 05 Nov 2024 12:00:00 +0000 https://rumoaomar.org.br/?p=1075 Chegou o dia mais esperado do ano para os cerca de 200 velejadores de 30 tripulações que irão enfrentar os desafios de 200 milhas náuticas (360 km) no Atlântico Sul a partir do meio-dia desta sexta-feira (25/10). A quinta-feira, véspera da largada, foi de intensa movimentação nos pieres do Iate Clube de Santos (ICS) para […]

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Chegou o dia mais esperado do ano para os cerca de 200 velejadores de 30 tripulações que irão enfrentar os desafios de 200 milhas náuticas (360 km) no Atlântico Sul a partir do meio-dia desta sexta-feira (25/10). A quinta-feira, véspera da largada, foi de intensa movimentação nos pieres do Iate Clube de Santos (ICS) para as equipes de São Paulo, Santos, Guarujá, Ilhabela, Ubatuba, Angra dos Reis, Niterói e Rio de Janeiro.

O diretor da Comissão de Regatas (CR), Cuca Sodré, considera a previsão de vento terral em torno de 15 nós (quase 30 km/h) no momento da largada e ao longo da sexta-feira e no sábado, a direção deve rondar para sudoeste e diminuir de intensidade. A regata local (in port race), após a largada, terá uma ou duas pernas entre boias, dependendo das condições do vento. Em 2023, ano de estreia da regata na Baía de Santos, a vitória foi do Crioula, que venceu também a Santos-Rio e ainda foi o Fita Azul da regata (primeiro barco a cruzar a linha de chegada).  

Neste ano, entre os estreantes, está o Sossegado, um Delta 41 de Ilhabela, do comandante Marco Hidalgo, que até há quatro anos corria na Classe HPE 25 com o competitivo Conquest. “Corremos Alcatrazes na Semana de Vela e vamos correr também a Regata Volta à Ilha. Apesar da calmaria, concluímos Alcatrazes porque levamos cinco pizzas, foi nosso combustível. Precavidos, reforçamos o estoque para a Santos-Rio”, diverte-se Hidalgo. 

“Em 2023, corremos o Circuito Rio, mas não disputamos a Santos-Rio. Ficamos em quinto lugar na BRA-RGS A. Se tivéssemos corrido a Santos-Rio seríamos o terceiro colocado. Por três anos seguidos, vencemos o Circuito Ilha de Santa Catarina, o que nos motivou a correr a Santos-Rio, regata de maior peso no Circuito Rio e que não pode ser descartada”, considera o comandante do Sossegado. 

Hidalgo destaca a filosofia da tripulação formada por parceiros. “Nossa equipe é uma turma de amigos, não tem profissionais. O primeiro objetivo é a segurança, o segundo, a diversão, e o terceiro, o resultado. Nosso barco tem sido competitivo. Se der, uma medalhinha será bem-vinda, mas o importante é mantermos o bom ânimo a bordo”, O bem humorado comandante, completará 60 anos em 31 de outubro, primeiro dia do Circuito Rio. Comemorações já estão previstas para o Iate Clube do Rio de Janeiro (ICRJ), aos pés do Pão de Açúcar.  

Show no mar, na terra e no ar – A largada oferecerá ao público da Baixada Santista a cerimônia que já se tornou tradição nos últimos anos, com o Deck do Pescador, na Ponta da Praia, reservado a partir das 10h para quem desejar acompanhar o Desfile dos Barcos. A Autoridade Portuária suspenderá o tráfego de navios mercantes antes da largada. A Marinha do Brasil participará com seus navios, com a Banda de Fuzileiros Navais e fará a escolta dos barcos até o Rio de Janeiro, enquanto a Força Aérea Brasileira apresentará o show da Esquadrilha da Fumaça.   

Inscrições para a Santos-Rio – Podem ser feitas nas classes ORC, BRA-RGS,RGS Cruiser, RGS Clássicos e Mini 6.5 pelos e-mails: nautica@icsantos.com.br e vela@icrj.com.br até às 10h30 de 25/10. A Santos-Rio, organizada pela parceria entre o Iate Clube de Santos (ICS) e o Iate Clube do Rio de Janeiro (ICRJ), tem os apoios da CBVela e da ABVO – Associação Brasileira de Veleiros de Oceano. 

Iate Clube de Santos – Há 77 anos, final da década de 1940, surgia o Guarujá Yacht Club, criado na noite chuvosa de 04 de junho em uma reunião de amigos apaixonados pelo mar, que necessitavam de águas tranquilas para ancorarem suas embarcações com segurança. Na década de 1960, a diretoria decidiu alterar o nome da instituição para Iate Clube de Santos com o objetivo de tornar o clube mais conhecido, afinal, Santos era uma cidade conhecida internacionalmente e de grande relevância graças ao maior porto da América Latina. 

Com o passar dos anos, o clube foi crescendo em número de associados e em patrimônio. Assim, sua primeira casa, a sede Guarujá, foi construída com madeira de contêineres usados no mercado automobilístico. Hoje, 77 anos depois, possui uma das melhores infraestruturas de lazer e serviços náuticos do litoral paulista, distribuídos em uma área de 105 mil metros quadrados.  

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Iate Clube de Santos: exemplo de sustentabilidade na Regata Santos-Rio, com largada nesta sexta https://rumoaomar.org.br/esporte/iate-clube-de-santos-exemplo-de-sustentabilidade-na-regata-santos-rio-com-largada-nesta-sexta/ Thu, 24 Oct 2024 15:07:18 +0000 https://rumoaomar.org.br/?p=1123 A 74ª Regata Santos-Rio largará na manhã desta sexta-feira (25/10) com as 30 embarcações ostentando no percurso de 200 milhas náuticas (360 km), até o Iate Clube do Rio de Janeiro (ICRJ), a Bandeira Azul mantida há três temporadas pelo Iate Clube de Santos (ICS), devido ao esforço de seus diretores, associados, velejadores e funcionários […]

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A 74ª Regata Santos-Rio largará na manhã desta sexta-feira (25/10) com as 30 embarcações ostentando no percurso de 200 milhas náuticas (360 km), até o Iate Clube do Rio de Janeiro (ICRJ), a Bandeira Azul mantida há três temporadas pelo Iate Clube de Santos (ICS), devido ao esforço de seus diretores, associados, velejadores e funcionários em respeitar e preservar o meio ambiente. 

A iniciativa é da FEE – Foundation for Environmental Education, instituição com várias bases na Europa e representada no Brasil pelo IAR – Instituto Ambientes em Rede, de Florianópolis. O ICS passou um ano sendo avaliado como projeto piloto antes de receber o cobiçado prêmio ecológico internacional. O certificado é concedido a clubes, praias, marinas e embarcações de turismo, com foco em educação e gestão ambiental, responsabilidade social e turismo sustentável.

“Adotamos uma mudança comportamental junto à sociedade. Criamos a Escola de Vela em parceria com a Prefeitura do Guarujá, cedendo barcos e hangar, promovemos a limpeza de detritos no Rio Santo Amaro e reduzimos o impacto ambiental com descartes, ampliando a reciclagem”, relata o diretor de Vela e Meio Ambiente do ICS, Odoardo Lantieri, em relação às ações que levaram o clube a conquistar a Bandeira Azul, a exemplo da Praia do Tombo, também no Guarujá. 

A sustentabilidade seguirá a bordo das 30 embarcações esperadas pela Comissão de Regatas (CR). “No kit das tripulações será incluído um saco plástico verde para recolhimento dos materiais recicláveis. Esse lixo será entregue no Iate Clube do Rio de Janeiro, que está preparado para encaminhá-lo às cooperativas de reciclagem ou descartá-lo da forma mais apropriada possível”, destaca Lantieri.

Projeto Revela – A 74ª Santos-Rio marca o início da parceria entre o ICS e o Revela, projeto de moda com o conceito de economia circular que desenvolve produtos com design da Just Another Brand (JAB) a partir do uso de velas náuticas que seriam descartadas, sendo que cada vela levaria cerca de 400 anos para se decompor no meio ambiente. 

Mais de 140 velas já ganharam vida nova a partir de mulheres que foram incentivadas a desenvolver habilidades por meio de cursos e vivências estimulando a economia local, como por exemplo, em Ilhabela. Além do projeto incentivar e apoiar os velejadores, leva educação ambiental com ações em parceria com a ONG Viva Verde Azul, valorizando e empoderando as comunidades. “Os produtos carregam a energia do mar e o respeito pela natureza”, afirma a responsável pelo Revela, Denise Rangel. 

Show no mar, na terra e no ar – A largada oferecerá ao público da Baixada Santista a cerimônia que já se tornou tradição nos últimos anos, com o Deck do Pescador, na Ponta da Praia, reservado a partir das 10h para quem desejar acompanhar o Desfile dos Barcos. A Autoridade Portuária suspenderá o tráfego de navios mercantes antes da largada. A Marinha do Brasil participará com seus navios, com a Banda de Fuzileiros Navais e fará a escolta dos barcos até o Rio de Janeiro, enquanto a Força Aérea Brasileira apresentará o show da Esquadrilha da Fumaça.   

Inscrições para a Santos-Rio – Podem ser feitas nas classes ORC, BRA-RGS,RGS Cruiser, RGS Clássicos e Mini 6.5 pelos e-mails: nautica@icsantos.com.br e vela@icrj.com.br até às 10h30 de 25/10. A Santos-Rio, organizada pela parceria entre o Iate Clube de Santos (ICS) e o Iate Clube do Rio de Janeiro (ICRJ), tem os apoios da CBVela e da ABVO – Associação Brasileira de Veleiros de Oceano. 

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Regata dos Arvoredos será prévia inédita da 74ª Santos-Rio https://rumoaomar.org.br/esporte/regata-dos-arvoredos-sera-previa-inedita-da-74a-santos-rio/ Fri, 04 Oct 2024 12:00:00 +0000 https://rumoaomar.org.br/?p=557 A Regata Volta à Ilha dos Arvoredos será considerada neste ano como uma preliminar da 74ª Santos-Rio, ação inédita que concederá uma série de vantagens aos barcos que também largarem para a tradicional travessia oceânica de 200 milhas náuticas (360 km) em 25 de outubro. A prova promovida pelo Iate Clube de Santos (ICS) tem […]

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A Regata Volta à Ilha dos Arvoredos será considerada neste ano como uma preliminar da 74ª Santos-Rio, ação inédita que concederá uma série de vantagens aos barcos que também largarem para a tradicional travessia oceânica de 200 milhas náuticas (360 km) em 25 de outubro. A prova promovida pelo Iate Clube de Santos (ICS) tem 17 milhas (cerca de 30km).

O percurso até a Ilha dos Arvoredos, situada em frente à Praia do Pernambuco, no Guarujá, costuma impor vários desafios às tripulações. Após a largada na Baía de Santos, a ilha deverá ser contornada por bombordo, com os barcos retornando à linha de de chegada nas proximidades da Ilha da Moela. Já a Regata Santos-Rio largará 13 dias depois, com organização bilateral dos iates clubes de Santos e Rio de Janeiro (ICRJ). 

Os benefícios para as tripulações que optarem por correr nas duas regatas são significativos: valores reduzidos nas inscrições, retirada do barco da água para pequenos serviços de manutenção e gratuidade na permanência da embarcação no pier do ICS no período entre as duas provas, de 11 a 25 de outubro. 

O diretor de Vela do ICS, Odoardo Lantieri, abre as portas aos velejadores. “O Iate Clube de Santos está de braços abertos para receber os velejadores das regatas Santos-Rio e dos Arvoredos. Colocaremos nossa ampla estrutura à disposição dos barcos e das tripulações, atendo às suas necessidades com toda boa vontade, o que já se tornou uma tradição do clube”, afirma Lantieri. 

No Rio de Janeiro, o empenho da diretoria do Iate Clube também é intenso no período pré-regata. “Nossa expectativa é grande para a 74ª Santos-Rio, pautada na participação de um número expressivo de barcos. Deveremos ter o retorno de Torben Grael, com o ILC 30 Magia, que inclusive já venceu a regata”, destaca Ricardo Baggio, o Kadu, assessor da diretoria de Vela do ICRJ.   

Como participar – As inscrições para a Regata dos Arvoredos devem ser feitas via internet pelo site nautica@icsantos.com.br até 11 de outubro. Estão convidadas as classes, ORC, BRA RGS, RGS Cruiser e Clássicos. Estará em disputa o Troféu Phoenix, com miniaturas de relevante barco oferecidas aos comandantes vencedores de cada classe, além de medalhas a todos os tripulantes dos três primeiros colocados. 

Neste ano, a largada da Regata Santos-Rio contará novamente com os apoios das prefeituras municipais de Santos e Guarujá, SETUR – Secretaria de Turismo de Santos, Capitania dos Portos, Autoridade Portuária, Marinha do Brasil e Força Aérea Brasileira. Parcerias que há quatro anos viabilizam as atrações no Deck do Pescador, na Ponta da Praia, para o público da Baixada Santista.

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Rudá 3, de Mario Martinez, estreia na Copa Mitsubishi https://rumoaomar.org.br/esporte/ruda-3-de-mario-martinez-estreia-na-copa-mitsubishi/ Thu, 29 Feb 2024 01:02:09 +0000 https://rumoaomar.org.br/?p=699 A primeira etapa da Copa Mitsubishi marca a estreia do novo Ruda 3, veleiro de Mario Martinez, depois de nove meses de preparação, desde a compra, no Equador, a desmontagem do barco, envio por navio até o Rio de Janeiro e de caminhão até o Guarujá, onde o Soto 48 pés, de 2014, foi restaurado […]

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A primeira etapa da Copa Mitsubishi marca a estreia do novo Ruda 3, veleiro de Mario Martinez, depois de nove meses de preparação, desde a compra, no Equador, a desmontagem do barco, envio por navio até o Rio de Janeiro e de caminhão até o Guarujá, onde o Soto 48 pés, de 2014, foi restaurado e remontado.

“É o nosso TP da terceira idade”, brinca Mario Martinez, sobre o fato de que a idade média do time é de 66 anos. “Nós temos um bom problema aqui na equipe. Muitos amigos querendo velejar e os 43 pés de nosso barco anterior já não comportava tanta gente. Agora temos vagas para uns 14 tripulantes e uma fila de espera”.

O veleiro, de fabricação argentina, competiu por vários anos no Peru e depois foi para o Equador: “Encontramos a oportunidade de compra do barco no Equador, local em que ele já estava parado há cinco anos e a partir daí fizemos toda a logística para trazê-lo ao Guarujá, onde fizemos a restauração. Agora, com ele na água já realizamos uma primeira velejada no Canal de São Sebastião, na semana passada”, comenta Martinez.

“Apesar de ser um belo veleiro de regatas, ele tem algumas comodidades, como cabines, cozinha, banheiro fechado, afinal, considerando a idade média de nossa equipe precisamos de um pouco de conforto.

Ainda estamos aprendendo a velejar o barco, que é bem diferente do anterior. Temos estai volante, o coffee grinder, entre outros novos equipamentos e, claro, as forças exigidas são bem maiores. Mas, estamos animados para ver como ele se comporta e como a nossa tripulação se comportará nas regatas”, finaliza Mario Martinez.

A Copa Mit começa nesta sexta, 1º de Março, com o Coquetel de Boas Vindas no YCI.

Texto de Edu Grigaits

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Tripulações começam a agitar Iate Clube de Santos para largada da Regata Santos-Rio nesta sexta https://rumoaomar.org.br/esporte/tripulacoes-comecam-a-agitar-iate-clube-de-santos-para-largada-da-regata-santos-rio-nesta-sexta/ Thu, 26 Oct 2023 12:27:03 +0000 https://rumoaomar.org.br/?p=663  A organização do Iate Clube de Santos (ICS) se prepara para o show de largada da 73ª Regata Santos-Rio está pronta e os protagonistas começam a ocupar o pier flutuante do ICS. Nesta quarta-feira (25/10) chegaram sete barcos do Rio de Janeiro, além de outros de Ubatuba, Ilhabela e Santa Catarina. O desfile das embarcações […]

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 A organização do Iate Clube de Santos (ICS) se prepara para o show de largada da 73ª Regata Santos-Rio está pronta e os protagonistas começam a ocupar o pier flutuante do ICS. Nesta quarta-feira (25/10) chegaram sete barcos do Rio de Janeiro, além de outros de Ubatuba, Ilhabela e Santa Catarina. O desfile das embarcações começa às 10h30 de sexta-feira (27), antecedendo a largada prevista para ao meio-dia. 

A tripulação do Dona Bola, do Iate Clube do Rio de Janeiro (ICRJ), com sete Santos-Rio no currículo, deixou a Baía de Guanabara na noite de segunda-feira e chegou ao Guarujá na manhã desta quarta-feira. Foram cerca de 40 horas de descontração entre velejadas, pescaria e navegação a motor. Agora, o barco já está sendo preparado para fazer o percurso inverso. 

“Viemos do Rio de Janeiro sem pressa, fazendo pesca oceânica. Pescamos uns 50 quilos só de filé (risos da tripulação). Pegamos atum, bonito, namorado. Reservamos cerca de seis horas em mar aberto só para a pescaria. Junto com o Recife-Noronha, a Santos-Rio é a prova de oceano que sobrou no Brasil. Em 2022 corremos em 44 horas e a meta para este ano é baixar para 40 horas, mas estamos preparados para o que vier. Não economizamos peso em comida e bebida”, conta o bem-humorado Ricardo Tramujas, comandante do Dona Bola. 

Fita Azul na área – O atual vencedor da Santos-Rio no tempo real (Fita Azul), o barco gaúcho Crioula, com sede em Angra dos Reis, também atracou no ICS nesta quarta-feira. Foram 20 horas na “descida” do Atlântico Sul. O Crioula percorreu as 200 milhas (360 km) em 27h03 em 2022, mas o vencedor no tempo corrigido foi o Rudá, do Guarujá. O Crioula foi posicionado no pier do ICS como vizinho do Dona Bola.     

O Crioula é gerenciado por três velejadores: Gilcimar Percílio e Ari Soares Lima, responsáveis pela regulagem de velas e mastro, e Diego Garay, que faz a secretaria. “É difícil falar em Fita Azul novamente. Os barcos costumam pegar condições variadas lá fora (alto mar), por isso não é possível prever. O Crioula é um barco praticamente oco por dentro, não tem nada. Não é feito para grandes travessias. Anda mais, para isso, paga-se o preço”, constata o tripulante Ari Lima. 

Atrações no mar e no ar – A Regata Santos-Rio, organizada pelo Iate Clube de Santos em parceria com o Iate Clube do Rio de Janeiro, conta com os apoios das prefeituras municipais de Guarujá e de Santos, que viabilizou a utilização do Deck do Pescador para o desfile de barcos a partir das 10h30, e da Autoridade Portuária, que interditará o estuário para navios mercantes entre 9h30 e 12h de sexta-feira, a fim de assegurar a segurança dos velejadores.

A Marinha do Brasil, responsável pela escolta das tripulações até o Rio de Janeiro, neste ano brindará o público na orla da Ponta da Praia com o Navio Veleiro Cisne Branco durante o desfile, que será narrado de forma didática aos fãs da vela. A Força Aérea Brasileira – FAB, proporcionará um espetáculo à parte com a apresentação da Esquadrilha da Fumaça sobrevoando as embarcações antes da largada.     

Inscrições: A Santos-Rio é aberta aos barcos da Classe Oceano nas regras VPRS, ORC Standard (International ou Club), BRA-RGS e RGS-Clássicos com certificados de medição 2023, publicados até o dia 20 de outubro de 2023, além da classe Mini 6.5 e da categoria Bico de Proa.

As inscrições podem ser feitas no Iate Clube de Santos – fone: (13) 3348-4112, e-mail: nautica@icsantos.com.br , Web Site: http://icsantos.com.br  e no Iate Clube do Rio de Janeiro – fone: (21) 3223-7214, e-mail: vela@icrj.com.br , Web Site: https://www.icrj.com.br . 

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Equipe Bravo, do Guarujá (SP), surpreende e vence regata deste sábado na Semana Internacional de Vela de Angra dos Reis https://rumoaomar.org.br/esporte/equipe-bravo-do-guaruja-sp-surpreende-e-vence-regata-deste-sabado-na-semana-internacional-de-vela-de-angra-dos-reis/ Sat, 09 Sep 2023 22:50:03 +0000 https://rumoaomar.org.br/?p=398 Depois de dois dias de hegemonia do barco Katara, do Yacht Club Argentino, de Buenos Aires, o barco Bravo, do Iate Clube de Santos, no Guarujá (SP), venceu a regata de percurso realizada neste sábado na Baía da Ribeira no terceiro dia de disputa da Semana de Vela de Angra dos Reis e o Campeonato […]

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Depois de dois dias de hegemonia do barco Katara, do Yacht Club Argentino, de Buenos Aires, o barco Bravo, do Iate Clube de Santos, no Guarujá (SP), venceu a regata de percurso realizada neste sábado na Baía da Ribeira no terceiro dia de disputa da Semana de Vela de Angra dos Reis e o Campeonato Brasileiro da classe ORC, a principal do país e reconhecida pela World Sailing. A competição é  realizada pelo Angra dos Reis Marina Clube e com parceria com a Prefeitura de Angra dos Reis.

A equipe comandada por Jorge Berdasco completou a regata de percurso contornando a Ilha de Búzios, Laje do Fundo e a Ilha do Sabacu, todas por Boreste, no tempo corrigido com 3h04min29s. O veleiro Orson, de Carlos Eduardo Silva, ficou em segundo lugar com 3h05min08s e o Katara manteve a boa regularidade terminando em terceiro com 3h05min58s. 

A organização chegou a iniciar uma segunda regata de percurso, mas diante dos ventos fracos ela foi anulada.

Com quatro regatas realizadas em três dias, o Katara lidera com seis pontos perdidos e está próximo do título. O Rudá, da  Marina Supmar, do Guarujá (SP), quarto colocado neste sábado, aparece em segundo no geral com 19 pontos perdidos e o Bravo logo atrás com 20. Atual campeão Brasileiro, a equipe gaúcha do Crioula não teve um bom dia e caiu para a sétima colocação no geral. Lembrando que a partir de cinco regatas realizadas há o descarte do pior resultado na competição.

“Foi um regatão, largamos muito bem, optamos por largar mais à esquerda da raia, era uma aposta, enxergamos uma possibilidade de vento maior daquele lado e no final mostrou que estava certo. Arriscamos e deu certo. Não esperávamos (essa vitória), a medição do barco não é das melhores, não ajuda, mas muito bom. Na classe ORC é nossa primeira vitória. Para esse domingo a previsão é de pouco vento, a sensação é muito boa, estamos velejando em um paraíso, evento sensacional, muito bem organizado, dias lindos com sol, nível altíssimo técnico. Espero que se repita nosso desempenho para o último dia”, disse Jorge Berdasco.

Na classe BRA-RGS, o dia foi de vitória para o Galileu V e a liderança no geral segue com o Cristalino, do Iate Clube do Rio de Janeiro, que venceu as regatas de quinta e sexta-feira.

A Semana Internacional de Vela de Angra dos Reis conta importantes pontos na disputa da Copa Brasil de Vela de Oceano que definirá os melhores barcos na temporada para as classes ORC e BRA-RGS.

Classificação Geral da ORC após quatro regatas:

1 – Katara 6 pontos perdidos

2 – Rudá 19 pp

3 – Bravo 20 

4 – Sandokan 21

5 – Boto V 22

6 – Orson 24,5

7 – Crioula 26

8 – Asbar VI 27,5

9 – Phoenix 29

10 – Vesper 40

11 – My Boy 41

12 King – 41

13 – Zorro – 49

A definição dos campeões e do título Brasileiro da ORC saem neste domingo com as últimas regatas do evento e as premiações acontecem a partir das 18h. Ao todo são 45 barcos com cerca de 300 velejadores de todo o Brasil e da Argentina. Além da ORC e BRA-RGS estão na disputa veleiros do Bico de Proa e da classe Cruzeiro.

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Dias das Mulheres – Conheça Gessia Falkenberg das Astúrias https://rumoaomar.org.br/esporte/dias-das-mulheres-conheca-gessia-falkenberg-das-asturias/ Wed, 08 Mar 2023 20:33:11 +0000 https://rumoaomar.org.br/?p=1109 Por Gabriel Pierin O médico cirurgião Hugo Einar Georg Egon Falkenberg gostava de ficar na rede na varanda da casa de praia, nas Astúrias, contemplando a luz da lua que refletia sobre o mar, num tempo em que a iluminação artificial ainda piscava distante nas praias do Guarujá.Foi nesse cenário paradisíaco que a paulistana, Gessia, […]

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Por Gabriel Pierin

O médico cirurgião Hugo Einar Georg Egon Falkenberg gostava de ficar na rede na varanda da casa de praia, nas Astúrias, contemplando a luz da lua que refletia sobre o mar, num tempo em que a iluminação artificial ainda piscava distante nas praias do Guarujá.
Foi nesse cenário paradisíaco que a paulistana, Gessia, filha de Hugo, passou sua infância e adolescência. Gessia Figueira de Mello Falkenberg nascida em 3 de junho de 1953, está perto de completar 70 anos, mas não perdeu sua energia nem a herança cultural deixada pelos pais.
Os pais Hugo e Lucia Piza, historiadora e fundadora do Instituto Histórico e Geográfico do Guarujá e Bertioga, compraram a casa na Praia das Astúrias em 1958. Era uma casa de frente ao mar, pé na areia, quando ainda não havia a avenida da orla e o Edifício Sobre as Ondas era um lobo solitário em meio aos casarões. O contato de Gessia com o mar começou muito cedo. Seu pai era dinamarquês, e como todo bom descendente de viking, velejava e amava o mar. A menina aprendeu a nadar antes mesmo de aprender a andar.
Aos treze anos Gessia começou a apreciar o movimento de surfe nas praias e ficou enlouquecida. A avó presenteou Gessia com uma prancha Glaspac MK-2. Vera, a Biuta, irmã mais nova, também ganhou uma, e juntas, passaram a dividir as ondas e as alegrias com as
amigas. Logo a turma de amigos de São Paulo, do Colégio Santa Cruz, passou a frequentar a casa, entre eles Christian Frutig, Maurício Verdier, Pinho, João Carlos Iverson e José Luís Hirota. Essa turma pouco a pouco se juntou com a galera de Santos, entre eles Eduardo Piolho e Pedro Costa e Silva. A área da casa era grande, tinha uma imensa varanda que servia de guardaria das pranchas. Christian Frutig, o Chaine, gostava de fazer reparo e o espaço virou uma mini oficina. O talento do garoto iria transformá-lo em um dos mais importantes shapers da época. Chaine desenvolveu o modelo MK-3 da Glaspac. Depois ele criou sua própria marca, a
Surf Champion, e também foi pioneiro nas pranchas Windgliders, para Windsurf.
Em 1968 Gessia se inscreveu no Campeonato Paulista, o segundo da história, mas não avançou nas baterias. Era o dia do aniversário do pai e a tradição de família rezava juntar todo mundo no barco e seguir até Angra para comemorar nas ilhas cariocas. A amiga Renata Polisaitis venceu a disputa. Em 1967 a paulistana foi a única menina a participar do campeonato estadual. O surfe
feminino e competitivo dava seus primeiros passos em São Paulo.

No ano seguinte nova frustração. A casa foi vendida para abertura da avenida e o pai comprou uma nova casa na Barra do Sahy. Sem a frequência e a potências das ondas do Guarujá, Gessia se separou a turma de Santos, e pela dificuldade de alcançar as praias com ondas, foi deixando o surfe de lado.

Nos anos 1970 Gessia passou a ter outros interesses, mas sem abandonar o mar. Seu círculo de amizades cresceu e ela dividia a rotina da faculdade de Administração de Empresas no Mackenzie, durante a semana com o esqui aquático e a vela aos fins de semana no Guarujá.
Hoje ela continua frequentando a Barra do Sahy onde rema até as ilhas de caiaque. Casada com o advogado Fernando Albino, Gessia nunca abandonou o tênis, atividade que pratica desde os 15 anos no Clube Paulistano. Na área da saúde, ela não seguiu o legado dos centros cirúrgicos do pai, mas especializou-se em administração hospitalar, na construção e decoração de hospitais, tornando o ambiente mais humanizado e moderno.

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Pesquisador das Histórias do Surfe @diniziozzi – O Pardhal

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O surfe uruguaio no Homero https://rumoaomar.org.br/esporte/o-surfe-uruguaio-no-homero/ Mon, 16 Jan 2023 15:34:08 +0000 https://rumoaomar.org.br/?p=657 Na primeira vez que Homero levou Roberto Damiani para a Praia Branca, no Guarujá, o surfista e shaper uruguaio Roberto Damiani ficou alucinado com a paisagem. Tanto assim que ele converteu a visão em um símbolo das suas pranchas.O visual impactante da prainha tem um significado ainda mais especial para um surfista que surfou primeiro […]

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Na primeira vez que Homero levou Roberto Damiani para a Praia Branca, no Guarujá, o surfista e shaper uruguaio Roberto Damiani ficou alucinado com a paisagem. Tanto assim que ele converteu a visão em um símbolo das suas pranchas.
O visual impactante da prainha tem um significado ainda mais especial para um surfista que surfou primeiro na Califórnia para depois descer as ondas da costa uruguaia, seu país de origem.

Antes disso, Roberto, nascido em 1948, viveu em Las Toscas, um balneário perto de Montevidéu, se aventurava sozinho pegando ondas de jacaré, aos sete anos de idade.

Sua paixão pelo surfe e viagens começou entre o fim dos anos 1950 e início dos 60, influenciado pelas séries gringas Hawaiian Eye, Adventures in Paradise e 77 Sunset Strip. As séries televisivas contavam histórias da juventude da época cruzando mares e vivendo aventuras e romances em lugares exóticos.

No início dos anos 1960, sua família mudou-se para Hollywood, na Califórnia. Foi perto dali, em Santa Monica, que Roberto viu o surfe ao vivo pela primeira vez. Ele registrou tudo na filmadora do pai, enquanto conhecia o movimento da nova cultura de praia e experimentava o surfe em Hermosa Beach, na costa sul do Pacífico.

De volta ao Uruguai em 1966, Roberto formou com um grupo de amigos, entre eles Alex Castillo, Corcho Garabelli, Tito Laguarda e Gustavo Bravetti, o clube Uwaris (Uruguayan Wave Riders), na praia de Las Toscas que tinha acabado de ganhar um píer. A iniciativa imitava clubes como o WindanSea Surf Club da Califórnia. Sem nenhuma prancha de surfe entre eles, o jeito foi fazer pranchas skimboard e bellyboarding com tábuas de madeira.

Em 1970, Roberto produziu sua primeira prancha de fibra de vidro no próprio quarto. Realizado com a sua façanha, o uruguaio decidiu dedicar sua vida para viver da produção de pranchas. Ele largou seu trabalho em um estúdio de animação de Buenos Aires e complementou sua renda pintando cartazes para viver, enquanto ainda morava na casa dos pais. Nascia a Roberto Tablas
de Surf.

Nesse mesmo ano, ele e Alex Castillo foram de carona até o Rio de Janeiro para conhecer as famosas ondas do Arpoador. De lá seguiram para Santos e surfaram as ondas do Canal 3 com uma prancha emprestada. Em 1972, Roberto e Carlos Pino Elzaurdia foram até a praia de Imbituba, em busca da “Havaí brasileira” seguindo um boato que circulava na época. No ano seguinte, Roberto assistiu ao Festival Brasileiro de Surf de Ubatuba, quando conheceu a turma de paulistas, santistas e cariocas. Munido de prancha e da sua filmadora 8mm, Roberto era o único “News Media” estrangeiro cobrindo o evento.

O evento explodiu na sua cabeça. Pela primeira vez ele acompanhou um surfe de qualidade internacional, ao vivo, com o campeão Rico de Souza, Bocão, Pepê, Roberto Teixeira, Saulo, Cokinho e muitos outros grandes nomes. A galera do Itararé ficou sob o paraquedas do surfista Longarina feito de barraca, Cocó Faggiano estava ao lado em uma tenda “de luxo” com duas portas, e Roberto, no meio deles, tinha a sua tendinha individual feita à mão.

Em julho desse mesmo ano, Julinho Mazzei apresentou Homero para o Roberto. O mestre viu a prancha que ele tinha feito pra essa viagem e ofereceu trabalho para o aprendiz uruguaio, que aproveitou a experiência e fez carreira. Outros uruguaios que também formaram com Homero foram: Carlos Pino Euzardia, Canário Vázquez, Flaco Salvo, Rody Troccoli, Fanfa Martinez, Peludo Tony, Calo Martínez e Willy Barreiro.

No Brasil desenvolveu pranchas e trabalhos artísticos para Homero, Twin, Akira, Cocó Faggiano, Johnny Rice, Lightining Bolt e K&K do Rio. Fora do Brasil shapeou no Peru (com Gordo Barreda), em Mar del Plata, na Argentina, Itália, Espanha e Havaí (com Bill Hamilton).
Roberto voltou para o Uruguai, onde criou a família produzindo pranchas, a RShapes. Vinte e cinco anos depois reencontrou Homero no Legends de Maresias 2003 e agradeceu ao amigo pelos ensinamentos e incentivos que moldaram sua trajetória de vida.

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Lobinho, da Associação Santista de Longboarder https://rumoaomar.org.br/esporte/lobinho-da-associacao-santista-de-longboarder/ Fri, 21 Oct 2022 18:18:11 +0000 https://rumoaomar.org.br/?p=1124 Por Gabriel Pierin Carlos Roberto de Alencastro Guimarães, mais conhecido como Lobinho, nasceu em 23 de julho de 1954. Quando pequeno, Lobinho morava no final da rua Oswaldo Cruz, próximo da Afonso Pena. Por volta do ano 1964, ocasião da sua admissão para o Ginásio, a família mudou-se para o Boqueirão, próximo à praia, no […]

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Por Gabriel Pierin


Carlos Roberto de Alencastro Guimarães, mais conhecido como Lobinho, nasceu em 23 de julho de 1954. Quando pequeno, Lobinho morava no final da rua Oswaldo Cruz, próximo da Afonso Pena. Por volta do ano 1964, ocasião da sua admissão para o Ginásio, a família mudou-se para o Boqueirão, próximo à praia, no Canal 3.

Ao lado do prédio, tinha um sapateiro e os dois filhos dele, Miguel e Junior, tornaram-se amigos do novo morador da rua. Lobinho logo se encantou pelo projeto do irmão mais velho, o Miguel. Ele estava preparando uma prancha de madeirite, dando forma e curvando o bico. Depois de pronta todos foram para a praia. Lobinho ajudou a carregar
a nova prancha e o experimento foi o impulso para o começo da sua jornada pelo mar. Foi ali, na rua Pindorama, segundo Lobinho “o berço da cultura do surfe santista”, do Big Kahuna Surf Club e seus precursores, Pardal, Miguel, Nando, Frigério e Allan, o espaço onde ele frequentou a praia e viveu o final dos anos 1960.

Lobinho teve uma prancha “caixa de fósforo”, conhecida como “Tonelada”, tamanho o peso do equipamento, porém o salto se deu num longboard Carpo de fibra, numa época em que a prática do surfe estava restrita, devido aos acidentes e a intransigência das autoridades. O momento marcante foi quando a Força Pública passava recolhendo os
pranchões, entre eles o Carpo de Lobinho, protagonista de um incidente histórico. A ordem era apreendê-las nos Postos de Salvamento ou no Castelinho, sede do Corpo de Bombeiros, e liberá-las mediante a presença dos pais. Para ele, a proibição não impediu a onda revolucionária do surfe, do uso dos cabelos compridos e descoloridos, das
bermudas e da praia como centro irradiador dessa nova cultura.

A partir daí começaram a chegar as pranchas gringas e a transição das pranchas grandes para as Mini Models aconteceu muito rápido. Lobinho acompanhou os primeiros campeonatos paulistas no Guarujá e, ainda em 1968, o Campeonato Aberto do Ilha Porchat, quando conheceu os cariocas Rico e Mudinho.

Lobinho, junto a outros surfistas, organizou o Primeiro Campeonato Santista, em 1970, um marco no surfe de Santos. As inscrições foram feitas na Prodesan, que emitiu uma carteirinha aos participantes, uma clara forma de controle sobre uma atividade ainda preocupante para o poder público.

Foi de um convite do Rico, que veio correr o Torneio de Surf Nelson Exel, no Guarujá, e que havia acabado de conquistar o Campeonato Brasileiro em Ubatuba, que rolou uma surftrip até Guaratiba, no Rio. Era o ano de 1972 e o pico era um deserto. Nessa trip, Lobinho caiu num mar gigante no Píer de Ipanema. A água invadia o calçadão e os
surfistas sobreviveram a essa experiência inesquecível.

Em 1974 mudou-se para o Guarujá, onde promoveu o Campeonato Estadual de 1975 e 1976.

Lá tornou-se diretor esportivo da Associação de Surf do Litoral Paulista (depois Associação Guarujaense de Surf, de quem recebeu o título de co-fundador ao lado de Thyola, Paulinho do Tendas, Pardal, Preto, entre outros).

Lobinho colaborou com a coluna “O Surf e as Ondas” publicada no Jornal A Tribuna pelo Murilo Ferreira, um dos pioneiros na divulgação do surfe na região. Ele também escreveu no Jornal Cidade de Santos uma coluna semanal contando a origem e a evolução do surfe. O surfista formou-se em Geografia, especializou-se em Análise Ambiental, foi professor no Ateneu Santista e da sua vocação para o ensino, envolveu suas habilidades no surfe para desenvolver uma atividade inédita com os alunos hiperativos. Estava formado o projeto “De Bem com a Vida”. Em 2010 Lobinho deu um novo passo na área da educação e criou a Escola de Surf Lobo do Mar.

Lobinho continua contribuindo para o grande legado do surfe em nossa região. Afinal é para o surfe que o atual presidente da Associação Santista de Longboarder vive e inspira muita gente.

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